
Bancários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil de Belo Horizonte e da Região Metropolitana entram em greve a partir da próxima quinta-feira (10). A paralisação foi aprovada pelos trabalhadores e terá início à 0h, por tempo indeterminado.
Com a greve, o atendimento presencial nas agências dos dois bancos ficará suspenso enquanto durar a paralisação. A medida deve afetar clientes que precisam de serviços realizados diretamente nas unidades.
A decisão foi tomada em assembleia realizada na última sexta-feira (4), após os funcionários rejeitarem as propostas apresentadas pelas instituições.
Na Caixa, 93,5% dos trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pelo banco. A greve foi aprovada por 68,2% dos votos.
No Banco do Brasil, a proposta foi rejeitada por 81% dos participantes, enquanto a paralisação recebeu 47,1% dos votos favoráveis.
Segundo o Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região, a data de início foi definida para garantir o cumprimento dos prazos previstos na legislação e permitir a organização dos trabalhadores para o movimento.
A entidade também informou que serão realizadas mobilizações nos locais de trabalho para pressionar Caixa e Banco do Brasil a apresentarem novas propostas.
Em nota, a Caixa Econômica Federal afirmou que mantém aberto o diálogo com as entidades que representam os empregados.
O banco informou que segue trabalhando para buscar uma solução para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), destacando a valorização dos funcionários, a sustentabilidade da instituição e a continuidade dos serviços prestados à população.
O Banco do Brasil também foi procurado para se manifestar sobre a greve, mas, até a publicação do material de origem, não havia apresentado resposta.
A paralisação não envolve os bancos privados. A categoria aprovou a proposta negociada entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), após 13 rodadas de negociação.
A proposta recebeu 67,3% de votos favoráveis, contra 29,6% contrários e 3,1% de abstenções.
O acordo prevê reajuste dos salários, vales, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e demais verbas com reposição da inflação medida pelo INPC, acrescida de 0,6% de ganho real, além de mudanças em cláusulas de proteção aos trabalhadores.
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