
Professores da rede particular de ensino de Minas Gerais decidiram entrar em greve por tempo indeterminado nesta quarta-feira (16). A decisão foi tomada durante assembleia realizada pela categoria, após a paralisação das atividades iniciada no mesmo dia.
O movimento ocorre em meio ao impasse nas negociações para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos professores. Um dos principais pontos de divergência é a proposta de alteração do modelo atual da convenção.
O Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro Minas) defende a manutenção da convenção que reúne profissionais da educação básica e do ensino superior. Já o Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinepe-MG) propõe a criação de convenções separadas para os dois segmentos a partir de 2027.
Entre as reivindicações dos professores está também um reajuste salarial de 3,77%, correspondente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Segundo o Sinpro Minas, a mudança na convenção pode afetar direitos negociados pela categoria. O Sinepe-MG contesta essa interpretação e afirma que não há proposta de retirada de benefícios atualmente previstos, mas apenas de alteração no modelo de negociação.
Antes da decisão pela greve, os professores haviam anunciado a paralisação para esta quarta-feira e convocado uma assembleia para avaliar a continuidade do movimento.
O Sinepe-MG informou que as escolas particulares deveriam permanecer abertas normalmente e afirmou não ter sido comunicado sobre adesão à paralisação por nenhuma das cerca de 4.200 instituições privadas de ensino do estado.
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