
A Polícia Federal e a Receita deflagraram, nesta quinta-feira (1), mais uma etapa da operação Lava Jato, que investiga fraudes em contratos para limpeza urbana. Estão sendo cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em residências e empresas em São Paulo e Minas Gerais.
Em Belo Horizonte, o empresário do ramo da construção civil, Átila Reys Silva, 54, que mora em uma mansão no bairro Mangabeiras, na região Centro Sul da capital, é um dos principais alvos da operação. "Bandido fala que é tudo, mas ele (Átila) é o operador esquema", afirmou um dos policias envolvidos na operação.
Em sua casa, os policiais chegaram antes das 6 horas da manhã e apreenderam três carros, duas BMW e um Cadillac, avaliados em R$ 1 milhão. Ambos foram revistados e apreendidos. A PF apreendeu também computadores e documentos.
O escritório do empresário, na rua Alagoas, no bairro Funcionários, também foi investigado. O empresário, no entanto, não foi encontrado. Os advogados do empresário acompanham a operação, mas não se pronunciaram.
Além de BH, agentes federais estão no município de Lamim, na Zona da Mata, cumprindo dois mandados de busca e apreensão, onde o empresário possui uma fazenda.
De acordo com a Receita Federal, a organização criminosa emitiu mais de R$ 900 milhões em notas fiscais com indícios de fraude. A investigação foi feita a partir de delação do doleiro Alberto Youssef.
Em nota, a PF informou que “em regra, as empresas participantes do esquema simulavam a venda de mercadorias ao cliente do “serviço” de lavagem, que então pagava por produtos inexistentes via transferências bancárias ou boletos (para dar aparência de legalidade à aquisição)”.
“As quantias recebidas eram transferidas para diversas outras empresas de fachada, que remetiam os valores para o exterior ou faziam transferências para pessoas ligadas ao cliente inicial”, afirma a PF.
A investigação, batizada de Descarte, revelou, ainda, que um empresa concessionária de serviços públicos de limpeza no município de São Paulo, a maior cliente identificada, se valeu dos serviços ilícitos dessa rede profissionalizada de lavagem de dinheiro, tendo simulado a aquisição de detergentes, sacos de lixo, uniformes etc., entre os anos de 2012 e 2017.
“Assim, foram repassados mais de R$ 120 milhões para terceiros ainda não identificados. Uma das células do esquema criminoso remeteu ilegalmente parte dos valores para o exterior, em favor de funcionário público argentino e em conluio com operadores financeiros que vieram a ser presos posteriormente no âmbito da Operação Lava Jato”, afirma a PF.
Além disso, o grupo adquiriu vários veículos de alto luxo, como Ferrari, Masserati e BMW, todos registrados em nome de “laranjas”.
Operação
Além de Minas, estão cumpridos mandados de busca e apreensão em residências e empresas nas cidades de São Paulo (9), Santos/SP (1) e Paulínia/SP (1).
Letícia Fontes - OTempo com Agência Estado

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