
Semana derradeira e decisiva para muita gente do governo mineiro e também do federal. Está chegando o dia 7 de abril, prazo final para quem está em cargo público e pretende disputar as eleições deste ano. E também para aqueles que optaram por mudar de partido ou se filiar a algum para a mesma disputa. A partir daí, dessas definições, teremos um cenário mais próximo daquele que poderá acontecer nas eleições.
Se ainda havia dúvida no ar sobre o futuro do governador Fernando Pimentel (PT), não há mais: ele deverá ficar mesmo no cargo e disputar o governo novamente. Está tudo preparado para isso. Tanto é que deixam o governo nesta semana, até sábado (7), o seu braço direito, o secretário de governo, Odair Cunha; para quê? Não para disputar a eleição, mas para ser o coordenador político da campanha de Pimentel, o que confirma a recandidatura do governador. Com isso, encerram-se as especulações de que o governador poderia deixar o cargo para tentar o Senado.
Outros três saem: Miguel Corrêa, da Ciência e Tecnologia, para tentar vaga de deputado estadual; Pedro Leitão deixa a Agricultura para buscar vaga de federal (Câmara dos Deputados) e Eduardo Serrano, secretário-geral da Governadoria, que deverá ir para a campanha de Pimentel também.
Quanto às filiações e migrações partidárias, não devem acontecer outras de grande repercussão, além das que já aconteceram, do deputado federal Rodrigo Pacheco, que trocou o MDB pelo DEM, com a pretensão de disputar o governo, e Diniz Pinheiro, que filiou-se no Solidariedade com o mesmo propósito. Entre os tucanos, a entrada do senador Antonio Anastasia, como pré-candidato a governador pelo PSDB, segurou a debandada que ameaçava o futuro do partido.
No plano federal, o presidente Michel Temer empossou hoje os novos ministros da Saúde e dos Transportes e o novo presidente da Caixa Econômica Federal, cujos titulares deixaram os cargos para disputar novo mandato em outubro. Na Saúde, sai Ricardo Barros (PP) e entra Gilberto Occhi, enquanto Valter Casimiro Silveira assumirá Transportes na vaga de Maurício Quintella (PR). Com a saída de Occhi do comando da Caixa Econômica Federal, assume o vice-presidente de Habitação da instituição, Nelson Antônio de Souza.
Pelo menos, outros 10 nomes serão exonerados nesta semana. Ainda devem deixar o governo os ministro do Turismo, Marx Beltrão, e da Educação, Mendonça Filho. Também existe a expectativa sobre a saída dos ministros do Desenvolvimento Social, Osmar Terra; de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho; da Integração Nacional, Helder Barbalho, e do Esporte; Leonardo Picciani.
Crescem as pressões sobre o STF
Cresce as pressões sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) na questão da prisão de condenados em segunda instância. Nestaquarta-feira (4), o STF julga o pedido de habeas corpus do ex-presidente Lula. Os grupos que pressionam se dividem entre os que defendem a manutenção da atual jurisprudência, que prevê a execução provisória da pena a partir da segunda condenação. Outro defende o princípio constitucional da presunção da inocência, segundo o qual a prisão só deveria ser executada depois de o processo transitado em julgado, ou seja, após a quarta instância, no caso o próprio Supremo.
O Observatório Social do Brasil, entidade da sociedade civil de combate à corrupção, fez um abaixo-assinado para pressionar ministros do STF pela prisão após a 2ª Instância. Mais de 33 mil pessoas teriam assinado o pedido.
Para a entidade, se o STF não permitir a prisão de Lula depois de julgado em 2ª Instância, vai liberar também inúmeros condenados, seja por crimes de corrupção, de tráfico ou por outros crimes violentos.
Já a Associação Juízes pela Democracia (AJD) divulgou nota técnica, no dia 27, em que se manifesta contrária à possibilidade de decretação de prisão antes de esgotados todos os recursos cabíveis em um processo. Segundo a nota, o artigo 5º da Constituição Federal, que determina em um dos seus parágrafos que “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”, é claro o suficiente e não admite interpretação.
Da coluna do Orion/bhaz

RENUNCIA E POSSE Mateus Simões assume o Governo de Minas após renúncia de Romeu Zema para disputar a Presidência
CASO BANCO MASTER STF autoriza transferência de Daniel Vorcaro e investigações podem avançar com possível delação
VISITA PRESIDENCIAL Lula anuncia entrega de mil ônibus escolares durante agenda em Sete Lagoas
CENÁRIO POLÍTICO Deputado João Vítor Xavier anuncia que não será candidato à reeleição
FALHAS NA GESTÃO Ex-secretárias são condenadas a devolver R$ 1,9 milhão após irregularidades em 'kits bebê'; decisão ainda cabe recurso
AGENDA PRESIDENCIAL Presidente Lula cumpre agenda em Sete Lagoas nesta sexta-feira (20) Mín. 18° Máx. 27°


