
O vice-governador Paulo Brant, em entrevista à rádio CBN na manhã desta terça-feira (22), disse que a decisão entre pagar os servidores ou fazer o repasse aos municípios será uma "escolha de Sofia", expressão usada para designar uma atitude difícil de ser tomada e que faz referência ao filme de mesmo nome. Ainda sem anunciar uma definição sobre os pagamentos, ele afirmou que a resposta às prefeituras será dada até o fim desta semana.
Sobre o protesto dos prefeitos mineiros na Cidade Administrativa, nessa segunda (21), quando eles foram recebidos com um cordão de isolamento, que barrou o acesso, Brant ressaltou que eles têm razão, mas que não há recursos suficientes para garantir os repasses constitucionais. A Associação Mineira de Municípios (AMM) estima uma dívida acumulada do Estado com as prefeituras em torno de R$ 12,6 bilhões.
"Os prefeitos têm razão, o Estado têm que pagar integralmente o que é devido. Mas o que o Estado arrecada não dá para pagar o servidor, mesmo atrasado, e os repasses dos municípios. É um ou outro. Ou uma parte de um e uma parte de outro. Nós ficamos até envergonhados, mas não há alternativa. Não conseguimos aumentar a receita no curto prazo", disse.
Segundo ele, o governo "está raspando todo o dinheiro que puder localizar". A redução em 50% dos cargos comissionados também foi apontada como um dos esforços para se reduzir o custeio e equilibrar as contas.
Em seu Twitter, o governador Romeu Zema reiterou que a previsão de déficit para 2019 é de R$ 30 bilhões e que somente a folha de pagamento compromete 80% dos recursos.

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