
Por cerca de uma hora e meia, 328 prefeitos ligados à Associação Mineira de Municípios (AMM) debateram as propostas apresentadas pelo governador Romeu Zema (Novo) para o pagamento de R$ 1 bilhão retidos no mês de janeiro referentes a repasses de IPVA e ICMS, além dos mais de R$ 12 bilhões devidos pelo governo de Fernando Pimentel (PT). Por fim, a proposta de Zema foi rejeitada pela ampla maioria dos prefeitos, que ainda deram carta branca ao presidente da entidade, o prefeito de Moema, Julvan Lacerda, de tentar melhorar algumas cláusulas do que foi apresentado.
"Na verdade, ficou aprovado o que foi deliberado, mas alguns itens não ficaram acertados. Eles me deram carta branca para continuar a deliberar com o governo. (Se continuar do jeito que está) Acho que não será aprovado, me deram carta branca e eu sei do anseio dos prefeitos. Vou apresentar ao governo os pontos que precisa aprimorar e que acredito que dá para o governo chegar nesses para aí sim marcar a audiência de conciliação. Mas nós vamos fazer de tudo para aprovar", explicou.
"As negociações continuam. Nós queremos resolver esse mês ainda. E hoje ainda já vou ligar para eles para tentar chegar num consenso. (Caso cheguemos a um acordo) Não vai precisar de uma nova assembleia porque os prefeitos me deram poder de decisão. Se não tiver nenhum acréscimo, desse jeito aí (a proposta) vai voltar. O principal ponto está relacionado a esse tempo (de pagamento de R$ 1 bilhão) que está muito distante. Mas tem outros pontos que o governo pode atender a gente", completou.
Na bronca
Durante o tempo em que Julvan apresentou as propostas, em alguns momentos, prefeitos presentes também falaram. Beto Guimarães (PSB), prefeito de São José do Goiabal, foi duro ao criticar o governador Romeu Zema.
"Quando não tem grana, precisa negociar, por pior que seja o acordo. O Zema falou aqui que ia revogar o decreto em janeiro e não o fez. Por isso, com gente assim não tem conversa, tem que ser no judicial", completou.
Outros prefeitos também foram contra as propostas, reclamando, principalmente, que a maioria das parcelas devidas seriam pagas somente no próximo mandato.
Resposta
Por meio de nota, o governo do Estado se manifestou da seguinte forma: "A Secretaria de Governo do Estado de Minas Gerais, em respeito à parte e ao Tribunal de Justiça que faz a mediação do acordo, não comentará a decisão da AMM. O governo irá se posicionar após definição do acordo".
Veja a lista com as propostas do governo rejeitadas pela AMM:
- Dívida deixada por Fernando Pimentel (PT): R$ 12,3 bilhões.
- Dívida de Romeu Zema (Novo) referente ao mês de janeiro: R$ 1,046 bilhão.
* Antecipação do pagamento do débito de janeiro/2019 para 90 dias após a homologação do regime de recuperação fiscal, em três parcelas. Os débitos de 2017/2018 serão pagos na sequência;
* Estado se compromete a não atrasar os repasses do transporte escolar e os valores atrasados serão pagos a partir de março de 2019 em dez parcelas mensais;
* Estado alimentará e disponibilizará acesso ao Siafi mediante login e senha à AMM para aferição dos valores arrecadados, também sendo fornecido extrato das contas ICMS e IPVA em caso de não adequação do Siafi;
* Estado concordou com o bloqueio imediato em suas contas de valores não repassados aos municípios após 30 dias de atraso;
* Revogação do Decreto 47296/2011 (Comitê de Avaliação de Pagamento).
OTempo

BELO HORIZONTE Republicanos confirma que Cleitinho não disputará o Governo de Minas em 2026
BELO HORIZONTE Lula deve abrir campanha em Minas com ato ao lado de Patrus e Marília em Belo Horizonte
BELO HORIZONTE Mais de 49 mil urnas eletrônicas começam a ser distribuídas para cidades de Minas Gerais
BELO HORIZONTE Impasse sobre candidatura de Cleitinho ao Governo de Minas continua após reunião com direção do Republicanos
BELO HORIZONTE PT confirma Patrus Ananias como candidato ao Governo de Minas e Marília Campos ao Senado
CORDISBURGO Câmara de Cordisburgo aprova LDO 2027 e 56 medalhas a estudantes em reunião extraordinária Mín. 14° Máx. 26°

