
O plenário da Câmara recebeu, nesta quinta-feira (25), representantes da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) que apresentaram o relatório de atividades anual da entidade. O trabalho de colocar o Legislativo a par do que está sendo desenvolvido pela empresa está previsto no convênio da entidade com o município.
O extensionista Mauro Ianhez foi o responsável por passar as informações do escritório local da Emater que está na cidade há 66 anos e em outros 788 municípios do Estado. Dos 160 agricultores familiares regularizados da cidade, 109 foram atendidos de alguma forma pela entidade no último ano
Mauro falou sobre vários projetos que tiveram participação de extensionistas da unidade de Sete Lagoas. Um deles é o “Direto da roça” onde os agricultores vendem, e entregam nas casas dos clientes, cestas semanais com verduras e legumes que são produzidos nas hortas comunitárias.
Outro destaque foi a assistência para que famílias produtoras participassem do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) que prevê que 30% da merenda escolar do município seja comprada de produtores familiares. “Com esse programa conseguimos movimentar cerca de R$ 824 mil no ano passado”, afirmou.
Através de crédito rural, ICMS solidário, comercialização de produtos e o projeto Brasil sem Miséria a Emater conseguiu captar para o município R$ 988 mil no período. A conta feita pela entidade é a de que a cada R$ 1 aplicado pela prefeitura a Emater reverte em R$ 3,23 para a economia da cidade.
Depois da apresentação, o presidente Pr. Alcides (PP) valorizou o trabalho desenvolvido pela instituição e colocou o Legislativo à disposição para novos projetos e demandas. Rodrigo Braga (PV) disse que “é investimento, não é custo para o município” o convênio do Executivo. O vereador completou elogiando que “vocês estão onde muitas vezes o aparelho municipal não está”.
Produtor rural, Gilberto Doceiro (MDB) garantiu que “o órgão tem sido uma alavanca para o Estado de Minas”. O vereador tirou várias dúvidas sobre o manejo no método de plantio chamado de estaquia.
Outra presença na tribuna foi do Morador do bairro São Geraldo, Geraldo Pedro de Moura, que se inscreveu para falar sobre um projeto de Inserção de Sete Lagoas na Estrada Real a partir do caminho dos tropeiros que passavam pela Serra de Santa Helena.
Depois do pedido Gilson Liboreiro adiantou que vai cobrar do Executivo os projetos para que o município receba as parcelas do ICMS. Prudente, Rodrigo Braga disse que vai em busca de entender o que já foi feito pelo Estado “para que possamos avançar um pouco mais”. Na mesma linha Gislene Inocência afirmou que vai se inteirar do projeto para que possa “atender e ajudar da melhor maneira possível”.

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