
Um polêmico projeto de lei de autoria do vereador Reinaldo Gomes (MDB) pode ir a plenário já nas próximas sessões da Câmara Municipal de Belo Horizonte. Na proposta, o parlamentar quer proibir que se empinem pipas, papagaios, raias ou artefatos similares em áreas urbanas de Belo Horizonte.
De acordo com o texto, a permissão só vai valer para regiões de fazenda, sítios ou áreas de recreação, distantes 500 m da rede elétrica, desde que não possuam “linha com cerol, linha chilena ou qualquer tipo de linha cortante ou com potencial cortante”. Na defesa da proposta, o emedebista entende que as leis nos âmbitos federal, estadual e municipal contra a linha chilena – que recebe uma camada de óxido de alumínio para se tornar cortante – não foram eficazes para prevenir acidentes fatais.
“Os danos, prejuízos e acidentes continuam a acontecer recorrentemente, expondo a vida e segurança dos cidadãos belo-horizontinos. Assim, não vimos outra solução a não ser proibir empinar os referidos brinquedos e artefatos nas áreas urbanas do município e limitando a sua utilização como recreação em locais previamente estabelecidos”, argumenta o vereador.
Segundo o texto, Reinaldo Gomes afirma que são de conhecimento público e “constantemente noticiados na imprensa” os acidentes que causam lesões graves e mortes, principalmente de motociclistas e de ciclistas. “Sem contar os danos na rede pública de energia, provocando interrupção do fornecimento de energia e prejuízos aos cofres públicos”, analisou.
Enquanto tramitou na Comissão de Legislação e Justiça (CLJ), a proposta foi considerada inconstitucional e ilegal pelo relator Irlan Melo (PR). “De acordo com a Constituição, é obrigação do Estado o fomento às praticas desportivas formais e não formais, incentivando o lazer como forma de promoção social. A simples proibição de uma brincadeira comum da infância limita o lazer de inúmeras pessoas, bem como o fomento às praticas desportivas não formais, já que essa atividade, se praticada de maneira adequada, promove a todos os indivíduos, principalmente aqueles mais carentes, um meio sadio e lícito de lazer e promoção social”, avaliou.
No relatório da CLJ, Irlan Melo entendeu ainda que a proibição afeta diretamente aquelas pessoas que não têm uma praça próximo a sua residência, além daquelas que não possuem condições para frequentar parques e espaços a céu aberto em Belo Horizonte. Já na Comissão de Direitos Humanos, a relatora Bella Gonçalves (PSOL) também indicou a rejeição da proposta no plenário.
O projeto que foi protocolado na Casa não estabelece as penalidades a serem aplicadas em quem descumprir a determinação. Segundo o vereador, as multas e penalidades, tais como os órgãos e agentes públicos competentes para a aplicação das penas, serão definidos no momento de sanção da lei caso ela seja aprovada em dois turnos pelo Legislativo e não seja vetada pelo prefeito.

CASO BANCO MASTER STF autoriza transferência de Daniel Vorcaro e investigações podem avançar com possível delação
VISITA PRESIDENCIAL Lula anuncia entrega de mil ônibus escolares durante agenda em Sete Lagoas
CENÁRIO POLÍTICO Deputado João Vítor Xavier anuncia que não será candidato à reeleição
FALHAS NA GESTÃO Ex-secretárias são condenadas a devolver R$ 1,9 milhão após irregularidades em 'kits bebê'; decisão ainda cabe recurso
AGENDA PRESIDENCIAL Presidente Lula cumpre agenda em Sete Lagoas nesta sexta-feira (20)
POMPÉU Denúncia ao Ministério Público aponta possíveis irregularidades no Carnaval 2025 em Pompéu Mín. 18° Máx. 28°


