
O secretário de Planejamento e Gestão (Seplag) do governador Romeu Zema (Novo), Otto Levy Reis, afirmou durante audiência realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) que a Minas Gerais Administração e Serviços (MGS) "faliu" e foi "quebrada" durante a administração de Fernando Pimentel (PT). Segundo ele, nem agiota emprestaria dinheiro para a empresa.
“Quebraram a empresa. A empresa faliu. A MGS, entre 2015 e 2018, foi quebrada. Se não acreditam em mim, peguem o balanço, levem no banco e peçam dinheiro emprestado. Ou então, vai num agiota e vê se empresta. Ninguém empresta”, disse ao público presente na audiência realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), muitos dos quais se queixavam das recentes demissões feitas pela empresa. “É duro de falar, mas a empresa está quebrada. Sabe por quê? Porque tiraram dinheiro para financiar o Estado, que também está quebrado”, acrescentou.
Segundo o secretário, entre o início de 2015 e o fim de 2018, a MGS sofreu uma redução de 89% em seu caixa, passando de R$ 110 milhões para R$ 2 milhões. A MGS é uma sociedade anônima vinculada à Seplag e responsável pela prestação de diversos serviços no Estado.
O secretário afirmou que nem ele ou o governo do Estado ficam felizes com as demissões, mas falou que ao reduzir o número de contratados pela MGS, “está fazendo um bem para a empresa”. “O Executivo de Minas está quebrado. Não temos dinheiro para pagar. Então, quanto mais eu vender (os serviços) para o Executivo, pioro a situação da MGS”, ressaltou, destacando que a estratégia é buscar novos clientes, a exemplo de prefeituras, do Poder Judiciário e de organizações financeiramente equilibradas. “Essa é a situação. Não fui eu que criei. Só cheguei e estou buscando resolver”.
Reação. Líder da Minoria, o deputado Ulysses Gomes (PT), contestou as informações apresentadas e afirmou que a MGS registrou lucro líquido de R$ 12 milhões, conforme balanço do ano passado. Ele ainda acusou o Estado de ser o responsável pela queda no caixa da empresa, já que, segundo o petista, o governo tem um débito de R$ 100 milhões.
Otto Levy Reis, por sua vez, afirmou que balanço é diferente demonstrativo de resultados e fez uma proposta que gerou repercussão negativa entre os parlamentares. “Se o senhor tem dúvida, pega o balanço e leva num banco, e veja se o Estado é bom cliente. Se o senhor conseguir algum dinheiro em relação a isso, dou a quantidade equivalente ao senhor”.
A deputada Beatriz Cerqueira (PT) criticou o secretário e pediu respeito, argumentando que oferecer dinheiro a um deputado não seria a postura adequada. Diante da repercussão, o secretário se desculpou e o encontro seguiu normalmente.

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