
Falta de estrutura, de equipamentos básicos de trabalho, de viaturas com cela para condução de detidos e sucateamento. Esse drama é vivido pela Guarda Civil Municipal (GCM) e essas foram as principais deficiências elencadas por agentes de segurança pública de várias esferas como promotores de justiça, policiais militares e civis, além de pessoas que participaram de Audiência pública realizada na Câmara Municipal, nessa quarta-feira (21). O objetivo da sessão foi debater e buscar alternativas para a corporação se reerguer.
O presidente do Legislativo, Cláudio Caramelo (PRB), abriu os trabalhos e agradeceu aos agentes da corporação pelo empenho durante os dois meses em que esteve como prefeito. “Que a sessão tenha encaminhamentos práticos e objetivos. Porque já saímos de algumas sessões propostas inviáveis”, completou.
O Requerimento que originou a sessão saiu do gabinete de Milton Martins (PSC) que explicou ser um “ato legal, democrático e instrumento eficaz que nós, vereadores, temos na função de legislar”, disse sobre a Audiência. Ele disse, ainda, que tem certeza que a GCM “pode contribuir com todas as autoridades presentes para o crescimento da cidade. A GCM não foi edificada para cumprir uma proforma, mas para atuar efetivamente e bem equipada”.
Com 17 anos de experiência vestindo a farda azul, o GCM Alexander falou em nome dos colegas e explanou sobre a corporação. O agente revelou que hoje há “poucas viaturas e todas sem cela. Não se faz segurança sem o equipamento necessário. E não falo só de arma de fogo, apesar de ser essencial. Falo de teaser e outros equipamentos para minimizar o risco”.
Manifestando como cidadão, o promotor de justiça, Flávio de Almeida, chamou atenção da sociedade em geral porque “as pessoas não querem ser responsáveis pela própria vida. Chamam os outros. Não subo na serra à noite, mas quero que o Guarda vá, como”? Questionou o promotor que concluiu perguntando: Como o município não resolve a questão mínima de EPI”?

A delegada da Polícia Civil, Fernanda Mara, subiu o tom e cobrou armamento de fogo para os guardas. Para a policial, não há como fazer segurança sem ter segurança. “É necessário também incluir recursos no orçamento para manutenção das viaturas, não adianta ter, mas sem condições de manter e usar”, lamentou.
Marcelo Cooperseltta (MDB) foi o primeiro vereador a se manifestar e disse que “o mais importante é sair com proposta e acontecer. Precisamos fazer com que isso aconteça”. O vereador citou três pontos que, na opinião dele, são essenciais para as melhorias acontecerem. “Tem que ter diálogo, prioridades e segurança pública é prioridade. E vontade política porque sem vontade política não acontece”. O vereador adiantou que será iniciado o processo licitatório para aquisição de armas de fogo para a GCM.
Gislene Inocência (PSD) parabenizou a todos e disse que o trabalho é exercido com muita cautela. Renato Gomes (PV) falou sobre a evolução do trabalho que é desenvolvido pelos agentes desde a criação da guarda.
Presente na sessão, o secretário municipal de Segurança, Trânsito e Transporte, Jonas Felisberto, revelou que o município está em processo de locação de 15 novos rádios de comunicação. A demanda é antiga e necessária, de acordo com os guardas. Jonas acrescentou que um dos objetivos do município é aproximar a guarda da população.
Por fim o presidente da sessão, Milton Martins, colocou como encaminhamentos prioritários a mudança da sede e o plano de cargos e salários. Milton disse que será feito um relatório com todas as demandas colocadas. Os vereadores Caramelo, Marcelo Cooperseltta, Renato Gomes e Gislene, além de Milton, foram nomeados para compor uma comissão que vai acompanhar o andamento dos trabalhos e uma reunião de avaliação e posteriormente uma nova Audiência Pública serão marcadas.
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