
Enquanto todas as atenções estão voltadas para o novo coronavírus, outra doença preocupa e também obriga a Secretaria Municipal de Saúde de Sete lagoas a trabalhar em diversas frentes. Neste ano, até a última segunda-feira, 18, já foram confirmados 1.047 casos de dengue na cidade e, no total, foram 3.664 notificações. Não houve morte registrada no município este ano, mas em algumas regiões a incidência de casos confirma a situação de epidemia.
Desde o início do ano, a Superintendência de Vigilância Epidemiológica, por meio do Centro de Controle das Arboviroses, alertou quanto a possibilidade de grande registro de casos, já que o Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa) identificou várias áreas de risco no município. O relatório mostrou que 82% dos focos estão dentro das residências.
Nos últimos meses, a Prefeitura trabalhou em diversas frentes para combater a proliferação da dengue. No total, 178 agentes de endemias visitam casas e imóveis comerciais diariamente, passando orientações e identificando e eliminando criadouros do Aedes aegypti, vetor da dengue e de outras doenças como chikungunya e zika.
Mutirão de limpeza
Outra ação da administração é o mutirão de limpeza, que há mais de dois meses limpa áreas públicas em todas as regiões da cidade. Esse trabalho é realizado sob orientação da Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com as secretarias municipais de Obras e Meio Ambiente e com o SAAE, apontando os locais mais críticos com relação à doença.
"A equipe esta semana está trabalhando na região do bairros Brasília, CDI e, até a próxima segunda-feira, estará no bairro Itapuã. Na próxima semana, na terça-feira estará no bairro Montreal, nas imediações atrás do CAIC, próximo à horta. Em seguida, nos bairros Jardim Primavera e Bela Vista", informa o gerente do Controle da Dengue no município, Adriano Marcos.
Bairros
A pior situação, em 2020, está nos bairros Boa Vista, Cidade de Deus, JK, Nossa Senhora das Graças, CDI, Centro, Luxemburgo, Carmo, Interlagos e São Geraldo, que lideram o ranking de notificações e de casos confirmados. O pico de notificação em Sete Lagoas foi entre meados de fevereiro até a última semana de abril, mas nas últimas duas semanas, houve uma redução considerável nos registros. "Historicamente, ocorre redução de casos nesta época devido à temperatura, mas o alerta sobre a necessidade de cooperação da população continua. A situação ainda é preocupante", ressalta a superintendente de Vigilância Epidemiológica, Sueli Lacerda.
A preocupação com a dengue é justificada pela gravidade em alguns casos. Este ano já foram 65 internações por causa da doença, sendo que 27 casos apresentaram sinal de alarme. "São pessoas que apresentam queda de plaquetas, sangramentos, dor abdominal intensa, vômitos persistentes e hipotensão postural", explica Sueli Lacerda. Denúncias de imóveis onde pode ocorrer infestação do mosquito transmissor ou de focos podem ser feitas pelos telefones 3771-6532 e 160.
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