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BR-040: moradores de Ribeirão das Neves interditam pista para protestar por água

Faixas no sentido Belo Horizonte foram completamente interditadas por moradores do bairro Metropolitano que estão há um mês sem água

22/09/2020 09h59 Atualizada há 1 mês
Por: Redação Fonte: O Tempo
Moradores interditam BR-040 para protestar contra falta de água que perdura há mais de um mês de forma ininterrupta Foto: Wesklei Mota/Divulgação
Moradores interditam BR-040 para protestar contra falta de água que perdura há mais de um mês de forma ininterrupta Foto: Wesklei Mota/Divulgação

Moradores de bairros de Ribeirão das Neves interditam BR-040 nos sentidos Rio de Janeiro e Distrito Federal na manhã desta terça-feira (22) em protesto a falhas no sistema de abastecimento de água no município da região metropolitana. Relatos feitos à reportagem indicam que no bairro Metropolitano a falta d’água perdura há 189 dias, sendo mais de um mês de interrupção completa e contínua no atendimento à população.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), cerca de 20 moradores participam da manifestação, e não há quaisquer previsão de liberação de faixas no sentido Belo Horizonte – estas estão totalmente interditadas nas proximidades do KM 507 e houve queima de pneus.

Além do trecho para quem viaja em direção à capital mineira e ao Rio de Janeiro, há um ponto de suspensão do tráfego também no sentido Distrito Federal – este na altura do condomínio Vale das Acácias – conforme informação repassada pela Via 040, concessionária que administra o trecho. O protesto acontece no trecho da rodovia que corta os bairros Florença e São Genaro, e são três quilômetros de congestionamento.

Um mês sem água

Há 189 dias, moradores do bairro Metropolitano perceberam as primeiras falhas no sistema de água que o abastece. A ausência de água na região não acontecia de maneira ininterrupta, entretanto o cenário piorou há cerca de um mês. “A falta de água está completando 189 dias, não de forma ininterrupta para toda a população, mas são dias e semanas sem água. O pico está acontecendo agora, são 32 dias sem água em um bairro onde temos famílias com cadeirantes, crianças e idosos, e, nesse momento de pandemia a situação se agrava ainda mais”, esclareceu Cleidson Brandão que é presidente da Associação de Moradores dos bairros Metropolitano e Fazenda Castro.

Segundo ele, a manifestação que ocorre nesta terça-feira é fruto do desrespeito sentido pela população em relação à companhia de água. “Nós apoiamos qualquer ato que seja democrático, mas também não compactuamos com a interdição total da BR. Mas, chegou um ponto em que a população se sente humilhada com a falta de água e com o descaso da Copasa que não dá informações sobre o motivo para essa falta de água”, detalha.

Brandão relatou ainda que a associação mantém um diálogo com a Copasa, mas que isto não tem sido suficiente para aplacar o desespero dos moradores do entorno. “Chegou a um ponto insustentável de segurar. Mesmo com as negociações com a Copasa, hoje a situação estourou”, conclui. A reportagem aguarda retorno da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) a respeito dos questionamentos sobre desabastecimento no bairro Metropolitano. 

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