Enquanto senadores postergam a decisão sobre o futuro de Chico Rodrigues (DEM-RR), parlamentar flagrado com dinheiro na cueca, 21 processos estão parados nos conselhos de Ética do Senado e da Câmara. Os colegiados estão parados desde o início da pandemia — e ainda sem previsão de retorno.
Além da representação contra Chico Rodrigues, o Conselho de Ética do Senado possui outros 10 processos que aguardam apreciação desde o ano passado. Segundo o presidente do colegiado, Jayme Campos (DEM), a ordem de análise após a retomada presencial dos trabalhos deve ser conforme a data de envio dos documentos. Com isso, a eventual cassação de Rodrigues é a última da fila.
Um dos processos parados — o primeiro enviado em 2020 — envolve um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). A representação contra Flávio aponta suposto envolvimento com milícias no Rio de Janeiro; prática de "rachadinha"; lavagem de dinheiro; e contratação de funcionários fantasmas quando ele era deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Flávio Bolsonaro nega todas as acusações.
Jayme Campos reconhece que algumas das petições foram encaminhadas de maneira equivocada e devem ser arquivadas. O senador Luiz do Carmo (MDB-GO), por exemplo, apresentou três representações contra Jorge Kajuru (Cidadania-GO) no mesmo dia. Luiz do Carmo denuncia Kajuru pelo compartilhamento de notícias supostamente falsas em suas redes sociais sobre outros congressistas. Kajuru também é alvo de mais três pedidos de processos disciplinares de diferentes autores.

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