Sexta, 04 de Dezembro de 2020
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Polícia Operação "Aluga-se"

Polícia e MP realizam operação para apurar desvios no Bolsa Moradia em Baldim e mais 6 cidades de Minas

Quatro mandados de prisão e 31 de busca e apreensão são cumpridos

28/10/2020 11h55
Por: Redação Fonte: O Tempo
Baldim - Imagem do Google
Baldim - Imagem do Google

A Polícia Civil e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) cumprem nesta quarta-feira (28), quatro mandados de prisão temporária e 31 de busca e apreensão nos municípios de Baldim, Contagem, Neves, Lagoa Santa e Jaboticatubas, na região metropolitana de Belo Horizonte, em Oliveira no Centro-Oeste do estado e na própria capital mineira.

Trata-se da operação “Aluga-se” que pretende conter um esquema de desvio de recursos públicos destinados à manutenção do programa “Bolsa Moradia” da Prefeitura de Contagem – buscas são feitas na Câmara Municipal e entre os alvos estão um vereador e um secretário da cidade. Estima-se que o conluio seja responsável por prejuízo superior a R$ 4 milhões aos cofres públicos.

Além destes já citados, também estão sob a mira do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP, agentes públicos, outros políticos e empresas. Investigações apontam que o então diretor do programa associou-se a dois suspeitos para retirar quantias pertencentes à Fazenda e destiná-los a familiares e amigos próximos dos membros da organização criminosa.

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Acredita-se ainda que os valores desviados tenham sido depositados em contas referentes a empresas de materiais de construção e até mesmo a uma associação beneficente. Além do cumprimento dos mandados de busca e apreensão e de prisão temporária, a Polícia Civil e o Ministério Público conseguiram o bloqueio de R$ 4.168.183 de contas ligadas à prática criminosa. Quatro suspeitos com atuação no poder público receberam ordens de afastamento de seus cargos e funções.

Quatro promotores de Justiça e 114 agentes da Polícia Civil atuam na operação na manhã desta quarta-feira. Condenados, os suspeitos podem responder por associação criminosa, peculato, inserção de dados falsos em sistemas de informação e lavagem de dinheiro – as penas cominadas na lei para estes crimes variam entre dois e 12 anos de prisão.

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