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Segurança da Hangar 677 vai a júri na próxima semana, por morte de fisiculturista sete-lagoano

Julgamento de Fabiano Leite estava marcado para ano passado, mas foi adiado após ele contrair Covid

11/05/2022 às 17h24 Atualizada em 11/05/2022 às 17h28
Por: Redação Fonte: Mega Cidade com O Tempo
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Estudante de medicina foi espancado em rua próxima à boate de BH — Foto: Fernanda Carvalho – 14.9.2016
Estudante de medicina foi espancado em rua próxima à boate de BH — Foto: Fernanda Carvalho – 14.9.2016

O segurança Fabiano de Araújo Leite, que trabalhava na boate Hangar 677 no dia em que o fisiculturista sete-lagoano Allan Pontelo foi morto será julgado no 3º Tribunal do Júri de Belo Horizonte na quinta-feira (19) da próxima semana. Leite teve o julgamento adiado no final do ano passado por testar positivo para o coronavírus.

De acordo com a assessoria do Fórum Lafayette, Fabiano Leite será julgado por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, com emprego de asfixia ou tortura e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Ainda não há, segundo o fórum, quantas testemunhas serão ouvidas no julgamento. Atualmente, o réu aguarda o julgamento em liberdade.

Segundo a acusação do Ministério Público, o acusado estava armado, como "força de reserva", ao lado de seguranças pronto para "intervir a fim de assegurar o êxito da ação criminosa".

Assim como ocorreu em outros julgamentos, o técnico em eletrônica, Dênio Luiz Pontelo, pai do fisiculturista Allan Pontelo, vítima do ataque dos seguranças na boate, espalhou outdoors pela região metropolitana cobrando justiça no julgamento.

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Relembre o caso Hangar

As investigações apontam que a morte  do fisiculturista Allan Pontelo ocorreu após uma ação truculenta dos indiciados, que teriam flagrado a vítima com drogas. Na conclusão da polícia, os seguranças viram o fisiculturista no banheiro e disseram que ele estaria comercializando drogas. Ele foi levado para uma área restrita da boate onde apanhou até a morte. O caso ocorreu no dia 2 de setembro de 2017.

De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), ao se recusar passar pela revista, Allan foi espancado violentamente, com socos e chutes, imobilizado e estrangulado até a morte. O laudo de necropsia apontou como causa da morte “asfixia mecânica por constrição extrínseca do pescoço”, além de diversas lesões no corpo. 

O MPMG também entendeu que os funcionários da boate Paulo Henrique Pardim de Oliveira e Fabiano de Araújo Leite participaram do crime. Os dois estavam armados no local da revista, “como força reserva, prontos para interferir para garantir o êxito da ação da criminosa”. 

Três seguranças seguranças já foram condenados pelo menos em primeira instância pela morte de Allan Pontelo. William da Cruz Leal e Carlos Felipe Soares foram condenados a 15 anos de prisão em 2020. Já o segurança Paulo Henrique Pardim de Oliveira foi condenado em novembro do mesmo ano a 11 anos de prisão em primeira instância. 

O chefe da segurança da boate Hangar 677, Delmir Araújo Dutra, foi absolvido em dezembro do ano passado no julgamento que seria conjunto com o de Fabiano Leite.

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