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Mineiro é eleito melhor coreógrafo no maior festival de dança do mundo

Nascido em Três Marias, Alan Keller cresceu em Paraopeba e vive em Sete Lagoas

16/08/2022 às 13h45
Por: Redação Fonte: Mega Cidade com Bruna Aguiar
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Alan Keller foi eleito melhor coreógrafo no maior festival de dança do mundo, em Joinville.
Alan Keller foi eleito melhor coreógrafo no maior festival de dança do mundo, em Joinville.

O artista e coreógrafo mineiro, Alan Keller, gravou seu nome na calçada da fama do maior festival de dança do mundo, em Joinville. O prêmio de melhor coreógrafo concedido a ele na última edição foi uma escolha da curadoria do evento que o selecionou entre os oito indicados para a categoria. Além da premiação, duas coreografias assinadas por Alan também levaram o primeiro lugar no festival, Filhas da Mãe no Meia Ponta dançada pela escola Expressar e “João, Ana, Lise, Maria, Das Dores” do Studio Arte e Dança “Com certeza, essa foi uma edição que vai ficar marcada na minha história.  Já havia sido tricampeão com a Cia. Jovem de Paraopeba e agora, fui com o Expressar de Sete Lagoas, porém não havia recebido o título de melhor coreógrafo do evento.” conta.

Nascido em Três Marias, Alan Keller cresceu em Paraopeba e vive em Sete Lagoas. De origem e família simples, enfrentou o preconceito e as dificuldades de morar no interior com escassez de atividades artísticas. Aos 16 anos de idade, descobriu que em Sete Lagoas havia uma escola de dança e buscou ingressar nela. “Por diversas vezes, tentei falar com a diretora e não tive sucesso. Até que um dia, com a cara e a coragem, me vesti de Chaplin e fiquei esperando até que me atendesse. Apresentei um solo criado dentro do meu quarto, sem muita técnica mas com muita vontade, e conquistei a minha primeira bolsa de dança.”, conta Keller. 

Ao ingressar no Expressar, Alan atuou como bailarino, mas aos poucos foi ganhando espaço para desenvolver suas primeiras criações artísticas. Formou-se em educação física mas se especializou em Dança e Consciência Corporal, além de gestão cultural. Em 2006, criou a Cia. Jovem de Paraopeba, um projeto com o apoio do poder público que concede oportunidades para jovens ingressarem no universo artístico. “Eu sabia que não tinha um potencial promissor enquanto bailarino, mas via uma infinidade de possibilidades quando minhas ideias coreográficas começavam a ganhar forma”, confessa o artista.

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Por vinte anos, Alan foi gestor público e durante todo esse período intensificou os seus estudos e contato com a classe artística. No ano de 2014, ele se inscreveu pela primeira vez no Festival de Joinville com a Cia de Paraopeba, com a qual foi campeão por três anos consecutivos. A companhia fez história no festival, em sua última participação, marcou a plateia com o espetáculo “Efeito Cascata” que contava a história da tragédia de Brumadinho. Ainda com a Companhia, Keller viajou para diversos países do mundo como França, Alemanha, Portugal e Áustria. “É gratificante pensar que a arte abriu inúmeras possibilidades para esses jovens, eles conheceram e se tornaram conhecidos em diversos festivais do mundo pela sua dança. Meu sonho é fomentar o surgimento de novas companhias, possibilitando que esses artistas vivam em nosso país com a sua arte”, explica..

Além da Cia, Alan também foi por três anos campeão com o Expressar, escola que o lançou no mercado. Na última edição do Festival, ele ainda levou mais um primeiro lugar com a coreografia “João, Ana, Lise, Maria, Das Dores”  interpretada pelo Studio Arte Dança de Divinópolis. Ele conta que todo o processo exige muita pesquisa, entrega e conhecimento, mas a liberdade criativa que ele possui hoje depois de anos de atuações o permite criar enredos originais e ao mesmo tempo, densos. 

Das imitações de Michael Jackson no quarto de sua casa ao coreógrafo contratado pelo Bolshoi Brasil, Alan Keller pretende continuar trabalhando muito. Com um currículo extenso, ele pensa em dar uma pausa em coreografias para concursos. “Quero construir obras maiores, espetáculos com início e meio, e talvez sem fim. Quero ministrar oficinas, aulas, workshops e participar de bancas. Rodar o Brasil e incentivar a criação de novas companhias e projetos que contratem os artistas brasileiros.”, finaliza.

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