
Quem tem um carro com placa Mercosul, adotada deste 2020, pode ter que trocar a identificação. Isso porque a cidade de origem do emplacamento pode voltar a ser exigida, conforme prevê Projeto de Lei 3.214/2023, de autoria do senador Esperidião Amin (PP-SC). Colunista automotivo da Itatiaia, Emilio Camanzi destaca que a nova placa será mais cara.
O projeto está em análise na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Se aprovada, a matéria seguirá para votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Esperidião Amin considera que a informação ostensiva do local de registro do veículo é importante para as autoridades de trânsito e de segurança pública conseguirem identificar com facilidade a origem de um automóvel em situações como infrações, roubos, furtos e outros crimes relacionados ao transporte. A justificativa, no entanto, é questionada por Camanzi.
"Mais me parece um lobby dos fabricantes de placas, para faturar um pouco mais. Pois, além da troca, a nova placa será mais cara que a atual. E a argumentação para mim é ridícula, pois quem quiser saber a origem de um carro com a placa Mercosul é só recorrer à internet por meio do app Sinesp Cidadão. Basta digitar a combinação alfanumérica que o munícipio e o estado serão revelados. Além disso, é possível escanear o QR Code da placa para descobrir, além da origem do carro, qual a empresa responsável pela produção da placa e data de fabricação. Então pergunto: será que a nossa polícia não tem competência e meios para identificar os veículos dessa forma, como acontece nos outros países?”, diz.
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