
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta terça-feira (08) que a volta do horário de verão, em 2024, só deverá ocorrer se for ‘imprescindível’.
Apesar da recomendação feita pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para que a medida para economizar energia seja novamente adotada, o governo ainda monitora a condição dos reservatórios e avalia o impacto da mudança de horário antes de tomar uma decisão.
“Se não for imprescindível nós vamos esperar o período chuvoso e, após o período chuvoso, se a gente tiver os nossos reservatórios, que são pulmão do setor elétrico, restabelecidos à altura, a gente entra no ano que vem com maior tranquilidade. Se não, a gente já entra no que vem com previsibilidade e planejamento para o horário de verão do ano que vem”, disse o ministro durante evento para cerimônia de sanção do Projeto de Lei que cria o ‘Combustível do Futuro’
.O ministro não descartou que a estiagem prolongada pode fazer com que a decisão seja antecipada para este ano e disse que o tema será tratado em reuniões a partir da próxima semana. No entanto, evitou confirmar uma data específica para que a medida seja adotada.
“Se forem altos, e nós tivemos a benção agora de uma chuva aqui em Brasília no meio do nosso evento, numa demonstração que a qualquer hora a gente pode ser, literalmente, abençoado com chuvas, aí a gente até evita a necessidade da decretação do horário de verão. Mas eu estou em reuniões constantes [...] agora mesmo eu falava com as três empresas aéreas, eu já deixei todo mundo já se preparando para uma possibilidade”, declarou Silveira.
Em setembro deste ano, o ONS recomendou a volta do horário de verão.
O objetivo, pelo menos para este ano, é conter o pico de consumo de energia, que acontece entre 14h e 16h.
A prática de se adiantar o relógio em uma hora esteve em vigor no Brasil desde 1931, instituído pelo então presidente Getúlio Vargas
O horário de verão no Brasil foi cancelado em abril de 2019 pelo então presidente Jair Bolsonaro, por meio de um decreto que encerrou a prática.
Na época, foram considerados estudos que apontaram a pouca economia de energia gerada pela medida.

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