
O ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, confirmou nesta segunda-feira (19/1) que disputará uma vaga como deputado federal por Minas Gerais nas eleições de 2026. Cunha justificou a escolha afirmando que o estado representa a "síntese do Brasil".
Após recuperar seus direitos políticos, o ex-parlamentar intensificou agendas em solo mineiro. Ele pretende focar sua campanha em pautas econômicas e na articulação política, apostando em sua experiência prévia em Brasília para conquistar o eleitorado local.
Quem é Eduardo Cunha
Após ter sido cassado e preso, Cunha tem buscado retomar sua carreira política e tentar um retorno à Câmara dos Deputados por Minas Gerais nas eleições de 2026, apoiando-se em pregação religiosa, pautas conservadoras e discurso antipetista.
Em dezembro de 2025, Cunha concedeu entrevistas criticando o governo e medidas que, segundo ele, “criminalizam” o uso de emendas parlamentares, o que mostra como ele tenta posicionar seu discurso político hoje.
Artigos de opinião destacam que figuras do Centrão e da política brasileira ainda invocam a tática de articulação política associada a Cunha em debates sobre estratégias do Congresso.
Cassação do mandato
Processo no Conselho de Ética: Cunha foi alvo de um processo de cassação por quebra de decoro parlamentar, acusado de mentir sobre a existência de contas bancárias no exterior durante uma CPI.
Votação no plenário: Em 12 de setembro de 2016, a Câmara dos Deputados cassou seu mandato por uma ampla maioria — 450 votos a 10. Isso tornou Cunha inelegível por oito anos e o retirou do cargo de deputado.
Isolamento político: Na fase final do processo, ele ficou amplamente isolado e perdeu apoio de muitos aliados que anteriormente o sustentavam na presidência da Casa.
Afastamento e perda de imunidade
Antes da cassação, em maio de 2016, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou seu afastamento do mandato e da presidência da Câmara, por entender que Cunha podia atrapalhar as investigações em curso (incluindo a Lava Jato).
Prisão e acusações
Pouco depois da cassação, Cunha foi preso pela Polícia Federal em outubro de 2016, acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e ocultação de valores em contas secretas, ligados ao escândalo da Operação Lava Jato.
A cassação de Eduardo Cunha foi um marco político porque representou a queda de um dos personagens mais poderosos do Congresso brasileiro na última década, ilustrou o impacto das investigações da Operação Lava Jato sobre figuras de alto escalão, ajudou a reforçar debates sobre ética parlamentar, corrupção e limites do poder dentro do Legislativo.
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