
Moradores do bairro Floresta, na região Leste de Belo Horizonte, relatam indignação com cenas de sexo coletivo registradas na passarela da Rua Januária, que conecta o bairro ao Centro da capital. De acordo com as denúncias, os episódios ocorreram principalmente após os desfiles de blocos de Carnaval, reunindo dezenas de pessoas em atos explícitos ao ar livre.
Segundo testemunhas, na madrugada entre sábado (14) e domingo (15), mais de 30 pessoas teriam participado das práticas. Imagens gravadas por moradores e por quem passava pela região mostram cenas consideradas impróprias para divulgação. Ainda conforme relatos, as atividades começavam por volta das 21h e se estendiam até a madrugada.
Um morador, que preferiu não se identificar, afirmou que a passarela já era conhecida por movimentação associada ao tráfico de drogas, mas que, durante o Carnaval, a situação teria se intensificado. “Assim que anoitece, começa o sexo explícito, com muita gente participando”, disse. Um comerciante que vive na região há cerca de 20 anos também relatou que episódios semelhantes já ocorreram em outros períodos, gerando insegurança inclusive para quem precisa atravessar o local.
Após as denúncias, a rádio Rádio Itatiaia acionou as autoridades durante a programação noturna. A Polícia Militar de Minas Gerais foi comunicada novamente no dia seguinte e informou que reforçaria o policiamento. Já a Guarda Municipal de Belo Horizonte declarou que não havia registros formais de ocorrência, mas garantiu aumento da presença de agentes na área. Na noite de segunda-feira (16), após a atuação policial, a passarela permaneceu vazia.
Os episódios foram comparados a um caso ocorrido na virada de 2024 para 2025 na Pedra do Arpoador, no Rio de Janeiro, que ficou conhecido como “Surubão do Arpoador”. Na ocasião, cerca de 15 homens foram flagrados em sexo coletivo. A investigação acabou sendo arquivada por falta de identificação dos envolvidos, conforme noticiado pelo jornal O Globo.
De acordo com o advogado criminalista Luan Veloso, manter relações sexuais em via pública pode configurar crime de ato obsceno, com pena prevista de três meses a um ano de detenção ou multa. Ele destaca que a situação pode ser considerada mais grave caso haja presença de crianças ou adolescentes, o que pode resultar em enquadramento penal mais severo.
Enquanto moradores defendem fiscalização permanente e medidas de segurança contínuas, as autoridades afirmam que o patrulhamento será intensificado na região.
Apuração Após ação da AMM, TCE pede explicações ao Governo de Minas sobre concessão de rodovias
Suspeita Justiça manda soltar servidora acusada de desviar 200 armas e dinheiro da Polícia Civil
Gastrônomia e folia Mapa Gastronômico da Folia apresenta a diversidade da culinária de BH durante o Carnaval Mín. 18° Máx. 27°


