
A Justiça determinou a soltura da servidora da Polícia Civil acusada de desviar cerca de 200 armas e dinheiro da corporação. A decisão foi proferida nessa sexta-feira (13) pelo juiz Bruno Sena Carmona, da 4ª Vara Criminal de Belo Horizonte, que revogou a prisão preventiva e autorizou que a acusada responda ao processo em liberdade, mas determinou o afastamento dela das funções de analista da Polícia Civil até o encerramento do caso.
A servidora é ré por peculato em continuidade delitiva, crime que consiste no desvio de bens públicos por agente público, por fatos ocorridos entre no final de outubro do ano passado. A denúncia foi recebida pela Justiça no final de dezembro, que foi quando ela passou a ser ré oficialmente pelo caso.
Na decisão, o magistrado afirmou que os fundamentos que justificaram a prisão preventiva deixaram de existir. Segundo ele, a medida havia sido decretada para garantir diligências investigativas e evitar interferências na apuração dos fatos. Com a conclusão do inquérito policial e o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público, o juiz entendeu que não há mais necessidade da prisão para assegurar a instrução criminal.
O juiz também destacou que não foi confirmada a hipótese de envolvimento em organização criminosa, o que foi cogitado no início das investigações, circunstância que reduz a necessidade da custódia cautelar. Ele avaliou ainda que eventuais impactos administrativos decorrentes do retorno da acusada não justificam a manutenção da prisão.
Além do afastamento das atividades como servidora da Polícia Civil, o magistrado determinou a proibição dela de frequentar unidades da corporação, especialmente a 1ª Delegacia do Barreiro, onde ocorreram os desvios, e também a proibição de manter contato com testemunhas. O descumprimento das medidas poderá resultar em nova decretação de prisão preventiva.
O magistrado designou audiência de instrução e julgamento para 24 de março e determinou o envio dos laudos pendentes e da estimativa do prejuízo causado, informação necessária para avaliar eventual acordo de não persecução penal, instrumento semelhante ao que foi usado com a delegada Ana Paula Lamego Balbino, esposa de Renê da Silva Nogueira Júnior, réu por matar o gari Laudemir Fernandes.
BELO HORIZONTE PBH abre concurso para professores da Rede Municipal de Educação
NOVA PRISÃO Ex-jogador Jô é preso em boate de Belo Horizonte por dívida de pensão alimentícia
BELO HORIZONTE PBH convoca 100 aprovados em concursos públicos, 84 são professores da rede municipal
BELO HORIZONTE Zoológico de BH homenageia casais de animais com alimentação especial no Dia dos Namorados
MELHORIAS Novo Anel recebe manutenção de defensas metálicas a partir desta terça-feira (9)
BELO HORIZONTE PBH viabiliza operação de linhas afetadas por incêndio e garante atendimento para usuários Mín. 14° Máx. 26°


