
O presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Iguatama, Lucas Vieira, participou nesta quarta-feira (27/5) de uma reunião com o presidente do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG), Durval Ângelo, para discutir os altos valores gastos por municípios na contratação de shows artísticos. Também estiveram presentes o superintendente da AMM, Lu Pereira, o consultor jurídico da entidade, Wederson Advincula, e o diretor-geral do TCEMG, Gustavo Vidigal.
Durante o encontro, a AMM e o Tribunal avançaram na construção de uma instrução normativa voltada à criação de critérios mais equilibrados para a realização de eventos custeados com recursos públicos. Segundo Lucas Vieira, a proposta não pretende impedir a realização de festas e atividades culturais, mas sim garantir maior responsabilidade na utilização do dinheiro público. “Os eventos são importantes para movimentar a economia, incentivar o turismo e promover lazer à população. O que buscamos é evitar excessos e assegurar uma gestão responsável dos recursos”, afirmou.
As duas instituições trabalham conjuntamente na elaboração de orientações para os municípios, com o objetivo de estabelecer parâmetros mais claros para as contratações e evitar gastos considerados abusivos, fortalecendo assim a transparência e a boa gestão pública.
As discussões sobre o tema tiveram início em 22 de abril, quando a AMM promoveu, em sua sede, uma reunião com produtores de eventos, gestores municipais e especialistas do setor para debater o aumento expressivo dos cachês artísticos em eventos realizados por prefeituras mineiras.
O debate também ganhou espaço na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Em audiência pública realizada no dia 12 de maio, a AMM, representada pelo consultor jurídico Wederson Advincula, participou das discussões relacionadas ao Projeto de Lei 5.656/2026. A proposta prevê limites para o uso de recursos públicos na contratação de artistas, bandas e grupos para shows, rodeios e festividades culturais, estabelecendo teto de R$ 500 mil por apresentação ou o equivalente a 1% da receita corrente líquida do município.
A proposta recebeu apoio de parlamentares, produtores de eventos e representantes das administrações municipais. Durante a audiência, Wederson Advincula destacou que a AMM acompanha o tema desde o início e participa ativamente da construção das alternativas jurídicas relacionadas ao projeto.
O consultor também alertou para possíveis questionamentos sobre a competência legislativa dos entes federativos, lembrando que a Lei nº 14.133/2021, conhecida como Lei de Licitações e Contratos Administrativos, estabelece normas gerais para contratações públicas e preserva a autonomia dos municípios em determinadas situações. Diante disso, a entidade defende que o debate avance também junto ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas, incluindo alternativas como Termos de Ajustamento de Gestão caso existam impedimentos legais para a tramitação da proposta.
BELO HORIZONTE Cleitinho vai ou não? Convenções partidárias vão movimentar xadrez político em MG no fim de semana
ARAÇAÍ Vereador cobra revitalização urgente de parquinhos infantis em Araçaí por risco à segurança das crianças
SETE LAGOAS Iporanga recebe investimentos públicos em trânsito e educação
BELO HORIZONTE Belo Horizonte sanciona lei que permite entrega voluntária de cavalos no processo de fim das carroças
POLÍTICA Governo dos Estados Unidos concede green card a Eduardo Bolsonaro
BELO HORIZONTE Convenções partidárias abrem calendário eleitoral e movimentam cenário político em Minas Gerais Mín. 15° Máx. 29°

