
A greve dos professores do Colégio UNIFEMM teve início na manhã desta quinta-feira (9), em Sete Lagoas, acompanhada por um protesto em frente à instituição. Pais, alunos, professores e apoiadores participaram de um ato pacífico em defesa dos docentes e pedindo uma solução para a crise que atinge a comunidade escolar.
O principal pleito da categoria é a regularização imediata dos salários. Segundo os professores, o pagamento dos vencimentos é fundamental para o encerramento da paralisação, a retomada das aulas e a manutenção da qualidade do ensino.
A diretora do Sinpro Minas, Celina Alves Áreas, participou da manifestação e explicou os motivos da greve, além de apresentar o andamento das negociações com a instituição.
Na noite de quarta-feira (8), uma reunião entre pais, responsáveis, alunos, professores e representantes do sindicato já havia evidenciado o desgaste na relação entre a gestão do colégio e a comunidade escolar.
De acordo com o Sinpro Minas, os professores enfrentam atrasos e parcelamentos recorrentes de salários, pendências no pagamento de férias e do 13º salário, além de irregularidades nos depósitos do FGTS e das contribuições ao INSS. O sindicato afirma que diversas tentativas de negociação foram realizadas e que ações coletivas já tramitam na Justiça.
Durante a reunião, estudantes também relataram terem sofrido pressão e intimidação por parte de integrantes da equipe escolar para apagar publicações nas redes sociais em apoio aos professores. Segundo os relatos apresentados, alguns alunos teriam ouvido frases como: "Se não tirar, aguente as consequências."
Pais presentes classificaram a situação como preocupante e afirmaram considerar inadmissível qualquer constrangimento a estudantes por manifestarem suas opiniões.
Outro ponto levantado foi a falta de diálogo entre a direção da instituição e os professores. Para parte da comunidade escolar, a postura da gestão dificulta a construção de uma solução para o impasse.
Pais e docentes também destacaram que, apesar dos resultados obtidos pelo UNIFEMM em avaliações como o ENEM, os profissionais responsáveis pelo desempenho da instituição convivem com atrasos salariais e insegurança financeira.
Paralelamente ao movimento, uma comissão formada por representantes do Sinpro Minas e por pais de alunos tenta abrir um canal de diálogo com a reitoria da Fundação Educacional Monsenhor Messias, mantenedora do colégio.
Os participantes do protesto afirmam que a mobilização não é contra a instituição, mas em defesa da valorização dos professores, da qualidade do ensino e da busca por uma solução que permita o retorno das atividades escolares.
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