
Os constantes aumentos no preço da gasolina, do diesel e do etanol têm sido um estímulo para motoristas de Belo Horizonte e região metropolitana buscarem o Gás Natural Veicular (GNV) como uma alternativa mais econômica. Segundo o diretor executivo da Associação Mineira de Segurança Veicular (AMSV), Daniel Bassoli, em 2017, o consumo de GNV já apresentou um crescimento de 3,5% em relação ao ano anterior. Motorista de aplicativos de mobilidade urbana há cerca de um ano, Marco Antonio de Freitas, 56, fez a conversão de gasolina para o GNV no mês passado. Para ele, o preço do combustível estava inviabilizando o trabalho. “Eu rodo, em média, 170 km por dia e pago R$ 40. Não consigo pagar esse valor na gasolina. Mesmo com os outros gastos, como a compra do kit de conversão e a vistoria anual, fica mais em conta”, diz.
Pensando em economizar, o projetista Gustavo Morais, 35, estuda a mudança no sistema. “Conheço várias pessoas que usam gás, fiz as contas e avaliei. Cheguei à conclusão que o gás é mais vantajoso. Vou mudar de carro e adotar o sistema”, conta.
Segundo o diretor-presidente da Gasmig, Pedro Magalhães, utilizar o GNV pode gerar uma economia de até 50% com combustível. A Gasmig está com uma campanha para incentivar a conversão. “O motorista tem que procurar uma convertedora. Há uma fila (de espera) de cerca de 30 dias. Convertido o carro, vai ao Inmetro e ao Detran. Depois, vai à Gasmig e recebe um cartão com R$ 2.000 de crédito, que pode gastar com o que quiser”, conta.
O custo para instalar o kit de conversão é de cerca de R$ 4.000, segundo Bassoli, mas pode chegar, dependendo da empresa, a R$ 5.800. Já o custo da inspeção, que deve ser feita anualmente, está entre R$ 200 e R$ 250, segundo Bassoli.
Quanto à segurança, o diretor da AMSV afirma que o problema são os carros não inspecionados. “De uma frota de 32 mil veículos que utilizam o GNV em Minas, apenas 5.000 são inspecionados”, afirma Bassoli. Para o taxista Edgar Soares, 58, que usa o GNV há 18 anos, o gasto adicional com vistoria é uma forma de trabalhar com segurança. Ele conta que nunca teve problemas com o sistema nem com manutenções extras do carro.
Já o taxista Renato Vieira, 44, não se adaptou. “Já trabalhei com um carro a gás. No começo, valia a pena, mas, no longo prazo, a gente começa a gastar com freios, embreagens, suspensão. Não vale a pena com tantos gastos extras”, diz.
Minas. Estado tem 25 organizações, credenciadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que fazem a vistoria da conversão. Dez delas estão em Belo Horizonte.
Na hora de abastecer, vale a pena fazer as contas e comparar o valor do litro da gasolina e do etanol. Segundo uma pesquisa realizada entre os dias 9 e 11 de janeiro de 2018, feita pelo site de pesquisas Mercado Mineiro em 154 postos de Belo Horizonte e região Metropolitana, para valer a pena, o litro do etanol não deve ultrapassar 70% do valor litro da gasolina.
A pesquisa apontou que, atualmente, o etanol, vendido a preço médio por R$ 3,118, equivale a 73% do valor da gasolina, que hoje é encontrada a R$ 4,082.
A intérprete Débora Goulart, 36, que antes usava gás para abastecer seu carro, hoje lamenta ter trocado o sistema de combustível. “Estou evitando ao máximo sair de carro. Ando com meu marido de moto, quando possível, para economizar”, conta. Já o preço médio do litro do diesel está sendo vendido hoje a R$ 3,57 na capital.
Por Ludmila Pizarro e Raquel Penaforte - OTempo

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