
Três anos após a eleição presidencial e dois anos depois do impeachment, os dois protagonistas da polarização política no país voltaram a se atacar publicamente. E dessa vez, o tom entre ambos pesou. Em entrevista ao jornal “Zero Hora”, de Porto Alegre, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) chamou seu principal adversário em 2014, Aécio Neves (PSDB), de “superficial, irresponsável, playboy e inconsequente”. Minutos depois, em resposta publicada pelo site “O Antagonista”, o senador tucano chamou a petista de “desequilibrada” e disse que Dilma “quebrou o Brasil e transformou a Presidência em chacota nacional.
Dilma e Aécio Neves devem voltar às urnas este ano. As apostas são que a ex-presidente disputará o Senado pelo Rio Grande do Sul, onde possui o título, e o senador tentará a reeleição por Minas Gerais. Ambos estão implicados em denúncias no âmbito da operação Lava Jato.
À repórter do jornal gaúcho, Dilma disse: “Minha filha, quem é que não sabia quem era Aécio, pô? Fui presidente da República, você acha que não tenho uma avaliação do Aécio? Não sabia que ele era tão ladrão, mas que ele era superficial, irresponsável, playboy, inconsequente, e que a mídia o protegia, eu sabia. A irresponsabilidade desse rapaz é assustadora para o seu país, mostra que isso é a visão do playboy, que quer, sobretudo, usufruir da vida, não quer dar nada em troca.”
Em tom mais duro, o senador rebateu a declaração da seguinte forma: “Impressiona o descompromisso com a realidade, o desequilíbrio e o autoritarismo da senhora Dilma Rousseff, demonstrando sua notória dificuldade de conviver com a democracia, que pressupõe o respeito às diferenças. Há muito caiu a máscara do governo dela, reconhecido por milhões de brasileiros como o mais corrupto e mais incompetente da nossa história. Mais grave do que ter transformado o cargo de presidente em chacota nacional, foi ela ter quebrado o Brasil, prejudicando de forma especial as famílias mais pobres, enquanto o país afundava na roubalheira da qual Pasadena é apenas um exemplo. O rancor, as mentiras e os ataques pessoais que ela me faz desde 2014 são mera tentativa de fugir da verdade e das acusações de que é alvo. Ela parece ainda acreditar, que o ataque é a melhor defesa. Nesse caso, não é. Os brasileiros conhecem Dilma Rousseff e o governo dela. E não vão se esquecer.”
Por Angélia Diniz - OTempo

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