
Elias sempre foi um líder nato por onde passou. Ainda que com sua serenidade na fala, sua postura firme e dedicação constante dentro e fora de campo fizeram com que ele fosse aclamado por corintianos e flamenguistas, que quase sempre veem na entrega em campo uma característica a ser mais valorizada que a própria técnica. E justamente no Atlético, time em que a torcida segue a mesma tônica, ele terá a chance de mais uma vez mostrar essa característica tão marcante.
Essa é a grande aposta do volante para conquistar de vez o coração dos atleticanos. “Liderança você conquista, você não impõe. Felizmente, pude conquistar isso em todos os clubes por onde passei, inclusive no Sport, onde fui capitão, apesar de ficar pouco tempo. Não fujo da responsabilidade. Podem contar comigo”, prometeu o volante, que completou destacando que o clube não perdeu liderança. “No ano passado, tínhamos mais peças com mais espírito de liderança. Era uma liderança mais compartilhada. Alguns saíram, mas outros chegaram, como Ricardo Oliveira”, afirmou.
Outro fator que deixa Elias esperançoso em repetir o sucesso de outrora é a mudança de posicionamento no esquema tático da equipe do técnico Oswaldo de Oliveira. No ano passado, atuando mais recuado, o jogador deixou na torcida a sensação de que rendeu aquém do que poderia, apesar de ser titular em 58 partidas e balançar as redes em 11 oportunidades – sua segunda melhor marca na carreira, atrás apenas dos 13 anotados no Corinthians, em 2010. Porém, a possibilidade de subir mais à frente, como planeja o comandante alvinegro, é vista pelo meio-campista como um trunfo para um 2017 ainda melhor. “O professor vem corrigindo algumas coisas no nosso sistema, o que dá a possibilidade de que eu chegue ao ataque, não esquecendo de recompor. E vejo a equipe se portando bem. É um sistema que gosto de jogar, fazendo a cobertura dos dois meias e subindo quando for necessário. É o sistema que vejo como ideal”, analisou o meia.
Elenco valorizado. Em meio às férias, o volante atleticano viu-se em uma polêmica por uma postagem nas redes sociais na qual dizia que “menos é mais”. Com a mudança de característica de elenco, no qual grandes nomes perderam espaço para jogadores menos badalados, levantou-se a pergunta se havia um “quê” de incômodo pelo passado recente. Porém, o atleta tratou de deixar isso de lado. “Não tem polêmica alguma. Foi uma brincadeira pelo o que se falava, de que, quando se perde grandes jogadores, perde-se a identidade. Isso às vezes nos deixa chateados. Tem muitos jogadores de grandíssimo valor aqui, que não são craques como Robinho, Fred ou Marcos Rocha, mas que são jogadores que querem seu espaço.”
Por Wallace Graciano - SUPERFC

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