
O Atlético frustrou sua torcida, que era a maioria nas arquibancadas do Independência, e ficou devendo uma apresentação melhor na derrota para o Cruzeiro por 1 a 0. Além do revés e da distância cada vez maior para o rival na tabela do Campeonato Mineiro (são 13 pontos a menos), os atleticanos estão preocupados com as dificuldades que o time têm na hora de propor o jogo. Contra a Raposa, o alvinegro ficou com um jogador a mais durante 44 minutos, após a expulsão do lateral-direito Edilson. Mesmo assim, os donos da casa só conseguiram levar perigo para o goleiro Fábio em jogadas de bola parada, sem muita efetividade.
Pensando nas fases finais do Estadual, nos embates da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro, o Atlético precisa apresentar um bom repertório de jogadas ofensivas, se impor contra times de menor expressão e conseguir furar retrancas, um dos grandes problemas enfrentados pelos atleticanos no Horto durante o Brasileirão de 2017.
Essa força ofensiva, segundo o técnico interino Thiago Larghi, só virá com tempo e entrosamento. “Se você pensar, os números mostram 18 chutes contra oito. Finalizamos mais, mas tivemos uma dificuldade aparente porque o Cruzeiro defendia com oito, às vezes, nove atrás da linha da bola. Nosso time jogou bem, chegou, mas o entrosamento só virá com trabalho e tempo, o que não temos com jogos de quarta e domingo. Não se faz um time com palavras, mas, sim, com treino”, aponta o treinador.
“Precisamos de mais treinos de ataque contra defesa com intensidade. Isso só será possível quando a fisiologia liberar os atletas aos poucos. Além disso, temos que ter tempo para fazer e executar. Com repetição, a química entre os jogadores vai funcionar”, acredita Larghi.
O centroavante Ricardo Oliveira, contratado para ser o homem-gol do Galo, lamentou a falta de efetividade do ataque atleticano. “Nós tentamos, criamos, mas não conseguimos marcar. Infelizmente, não conseguimos concluir a gol”, diz. O volante Adilson minimizou a derrota e acredita que se houver um encontro na fase final do Mineiro, a história será diferente. “Perdermos quando podíamos perder. Eles foram felizes com o gol, mas ainda tem mais. Vamos ver quando for pra valer. Ainda devemos nos encontrar no torneio e esse jogo pode servir de aprendizado”, afirma.
O atacante Erik concorda com Adilson. “Clássico a gente sempre entra para ganhar. Não acabou o mundo, a gente continua firme e forte, com a cabeça erguida. A gente pode encontrá-los em um mata-mata, e é nessa hora que não podemos perder”, declara o jogador.
Por Bruno Trindade - SUPERFC

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