
Os recorrentes furtos a materiais e a falta de segurança foram dois pontos importantes em mais uma reunião conjunta das comissões de Saúde e de Obras da Câmara Municipal. Os grupos de trabalho se reuniram nesta terça-feira (06), na Escola do Legislativo com reforço de representantes do Executivo que se comprometeram a tomar providências para coibir os atos.
Uma possível Parceria Público Privada (PPP) também esteve em pauta como alternativa para tirar a obra da inércia e viabilizar o funcionamento do equipamento de saúde. O encontro contempla o cronograma da agenda permanente proposta pelo presidente da comissão de Saúde e Meio Ambiente, vereador Gilson Liboreiro (PSL), que vai buscar a retomada das obras do hospital regional.
Cientes da responsabilidade do Governo do Estado, os poderes do município se organizam, porque entendem que falta também vontade política para a conclusão das obras. Por esse motivo Liboreiro sugeriu que cada vereador envie ofício para seu deputado federal mais próximo para que uma emenda coletiva possa ser costurada. “Temos que fazer gestão política para que se conclua a obra”, afirmou.
O presidente da comissão de Acompanhamento e Fiscalização de Obras Públicas, Pr. Acides (PP), tem consciência que a responsabilidade é do Governo do Estado, “mas nós, enquanto representantes da comunidade, não estamos de braços cruzados. Estamos com essa agenda permanente na busca de mover gestão junto ao Estado, União, para que possamos agilizar o processo. Nossa busca é acionar os setores competentes do Estado e da União porque é uma obra tripartite”, explicou.
Sobre os furtos recentes aos materiais parados no canteiro de obras, a prefeitura se comprometeu a viabilizar um levantamento do que há no local para fazer a guarda. O município vai ainda estudar a possibilidade de colocar a Guarda Civil Municipal para fazer rondas noturnas no espaço que hoje é coberto por apenas dois vigilantes que trabalham a pé.
Mais de R$ 70 milhões já foram investidos na obra que está parada há mais de quatro anos. O equipamento tem uma área construída de 23 mil metros quadrados. Uma expectativa inicial da prefeitura prevê a necessidade de mais aproximadamente R$ 50 milhões para a conclusão dos trabalhos.
Participaram da reunião também os vereadores Milton Martins (PSC), Ismael Soares (PP), Renato Gomes (PV), Gislene Inocência (PSD), Gonzaga (PSL) e Renato Gomes (PV). Ratificando o comprometimento de toda a Câmara João Evangelista (PSDB), Marli de Luquinha (PSC), Dr. Ronaldo (PDT), Rodrigo Braga (PV) e Fabrício Nascimento (PRB) enviaram representantes para o encontro.
Por Marcelo Paiva – Ascom da Câmara Municipal de Sete Lagoas

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