
As taxas cobradas pelos cartórios em Minas tiveram reajustes que superam os 460% em 2018 em relação ao ano passado, como é o caso da tarifa cobrada para a realização do pacto antenupcial, que passou de R$ 71 em 2017 para R$ 400 neste ano, o que representa um aumento de 463%.
As tarifas entraram em vigor na última segunda-feira e foram autorizadas pela Corregedoria-Geral do Estado.
Outros serviços também tiveram aumentos significativos, como a oficialização da declaração de união estável, cuja taxa saltou de R$ 100 para R$ 380 no mesmo período, uma alta de 280%.
Os consumidores que têm que recorrer constantemente aos cartórios vão desembolsar mais também pelo registro de uma simples procuração, que passou dos R$ 25 para R$ 38 (52%).
Para se ter uma ideia, o reajuste das tarifas cartoriais ficou muito acima da inflação registrada no ano passado. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística atingiu 2,5% em 2017.
As taxas são pré-definidas pela Corregedoria-Geral de Justiça e valem para todo o Estado. Dessa forma, os cartórios não têm autonomia para praticar valores diferentes.
Surpresa
Os reajustes das tarifas quase impediram na última semana a realização de uma união estável entre um casal de Belo Horizonte. O fotógrafo Eduardo Santos havia ido a um cartório na região central da capital para dar entrada no pedido para garantir o vínculo com Miriam Chiara, com quem já convive há mais de cinco anos.
No entanto, como a nova tabela entraria em vigor na última segunda-feira, Eduardo Santos teve que correr para não arcar com o novo valor, tendo conseguido garantir a taxa mais em conta.
O fotógrafo enfatizou, porém, que se já tivesse ocorrido a majoração das taxas quando procurou o cartório, dificilmente conseguiria pagar o novo valor.
“Acredito que não iríamos fazer o registro, muito pelo dinheiro. Ficaria mais complicado pelo custo, pesaria bastante no nosso orçamento. Até porque, o simples fato de estarmos juntos há mais de cinco anos já configura a união estável. Registramos para não depender da morosidade da Justiça”, disse.
Um dos poucos serviços que não tiveram reajustes foi o de reconhecimento de firma, que manteve o custo de R$ 6. Mesmo assim, o valor praticado pelos cartórios ainda assusta quem precisa do serviço frequentemente.
“Acho muito caro o valor cobrado, até porque tenho que fazer várias vezes esse serviço”, afirma Victor Ferreira Lima, funcionário de um aplicativo de internet em BH.
Procurada, a Corregedoria não se manifestou até o fechamento desta edição.
Por Lucas Borges - hojeemdia

Religião Diocese de Sete Lagoas celebra Dia Mundial da Vida Consagrada com missa no Carmelo
Conscientização Uso irregular de terrenos como depósito de lixo pode gerar multas em Prudente de Morais
Combate à fome Sete Lagoas integra lista de municípios prioritários em plano nacional contra a fome
Carnaval 2026 Pré-Carnaval e Carnaval em Minas ganham ação que troca recicláveis por pontos e Pix
Pagamento Prefeitura de Sete Lagoas divulga calendário de pagamento do adicional insalubridade para ACS e ACE
Vaquinha Nova vaquinha em Sete Lagoas busca arrecadar recursos para tratamento de comerciante Mín. 18° Máx. 26°

