
Embora a legalização das drogas seja rejeitada por quase 80% da população mineira, quando a liberação dos uso recreativo de substâncias entorpecentes é condicionada a uma alta incidência de tributos para aumentar a arrecadação pública, a aceitação mais do que dobra.
A pesquisa Minas no Brasil de 2018, realizada pelo Grupo Mercadológica em parceria com O TEMPO, mostra que 42,3% dos mineiros defenderiam a legalização das drogas, caso houvesse uma carga tributária pesada sobre os produtos, como é caso do cigarro.
Atualmente, 77% do preço de um maço de cigarro no Brasil é formado por imposto. Na pergunta realizada, o valor arrecadado a mais com a venda de drogas legalizadas serviria para reduzir o peso dos impostos sobre produtos que fazem parte da cesta básica, barateando essas mercadorias.
Esse resultado é 20 pontos percentuais maior do que o nível máximo de aprovação alcançado pela legalização da maconha quando a pergunta foi feita sem a condicionante tributária. Nesse caso, apenas 22,5% disseram ser favoráveis à legalização.
Todas as demais drogas tiveram índices de aceitação bem menores. Crack e heroína foram os mais rejeitados, com apenas 7% dos entrevistados se dizendo favoráveis à legalização desse tipo de droga.
Além do cigarro, as bebidas alcoólicas de alta gradação como cachaça, vodca, uísque e tequila também contam com uma pesada carga tributária no Brasil. Os impostos chegam a representar até 80% do valor final do produto.
Outra pergunta realizada pela pesquisa Minas no Brasil de 2018 foi com relação à legalização das drogas como medida para aumentar o número de postos de trabalho e, consequentemente, reduzir o desemprego e aumentar a renda do brasileiro. Porém, nesse caso aceitação foi menor.
Entre os mineiros, 32,7% disseram apoiar a liberação das drogas nesse caso, enquanto 67,3% rejeitam a medida, mesmo se houvesse esse impacto positivo. Atualmente, a taxa de desemprego no Brasil é de 13,1%, segundo o último levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso representa 13 milhões de brasileiros à procura de emprego.
Classe social
Houve uma diferença significativa entre o posicionamento dos entrevistados de acordo com a classe econômica a que pertencem. Mesmo estudos mostrando que os mais pobres seriam os mais beneficiados com a legalização das drogas, são eles que têm a maior rejeição à medida.
Nas classes C, D e E, 39,2% são favoráveis à legalização das drogas com tributação mais alta. Entre os entrevistados das classes A e B esse percentual subiu para 54,8%. Foi o única inclusive que a legalização das drogas teve apoio da maioria.
Aceitação entre os jovens
As pessoas mais jovens tendem a ser mais liberais que os mais velhos. É o que mostra o resultado dos dois questionamentos.
Na faixa-etária de 18 a 34 anos, 48,4% defendem a legalização em caso de incidência de um tributo maior, reduzindo os impostos de produtos de alimentação básica. No questionamento sobre a legalização para aumentar o nível de emprego, 44% aprovariam.
Já entre os entrevistados com 45 anos ou mais de idade, esses percentuais foram, respectivamente, de 34,8% e 24,1%.
Por Bernardo Miranda - OTempo

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