
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) investiga 135 casos possíveis de sarampo em Minas Gerais, segundo o Boletim Epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (24). Das 281 notificações da doença no Estado em 2018, 146 já foram descartados por meio de exames das amostras pela Fundação Ezequiel Dias (Funed).
Até o momento, não foram confirmados casos de sarampo no Estado, segundo a secretaria. Mesmo assim, quatro pacientes apresentaram amostras soropositivas para o vírus para as primeiras coletas. Um caso, referente a um paciente de Poços de Caldas, já foi descartado por análise de isolamento viral do Sarampo na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Outras duas notificações, referentes a pacientes de Nova Lima e Passa Quatro, aguardam resultado de novo exame, na Fiocruz.
O quarto caso, de um paciente de Nova Lima, aguarda a realização de diagnóstico diferencial pela Funed, porque o paciente teria feito a vacinação em tempo inoportuno, depois dos primeiros sintomas e antes da segunda coleta da amostra.
Belo Horizonte é a cidade mineira com maior número de casos possíveis de sarampo – 46 notificações, sendo que 32 permanecem sob investigação. Também houve sete casos possíveis em Contagem, dez em Nova Lima e dez em Santa Luzia. De acordo com a SES, o Estado recebeu um grande número de notificações, principalmente provenientes da capital e Região Metropolitana, devido à maior sensibilização da população e também dos profissionais de saúde, a partir dos atendimentos dos casos suspeitos.
No Brasil, foram contabilizados neste ano 1.735 casos de sarampo, sendo 1.685 casos confirmados pelo critério laboratorial e 50 casos confirmados pelo critério clínico.
Vacinação
Em Minas Gerais, a meta de imunizar 95% do público-alvo foi alcançada na Campanha Nacional de Vacinação contra Pólio e Sarampo. Segundo a SES, o Estado alcançou a taxa de 97%. Considerando as faixas etárias de 1, 2, 3 e 4 anos, a Cobertura Vacinal alcançada foi de 94%, 97%, 99% e 97% respectivamente. O total de doses aplicadas da vacina tríplice viral durante a campanha foi de 995.432.
Mas o alerta permanece, segundo o boletim. Realizando uma análise mais aprofundada com coberturas vacinais acumuladas ao longo dos anos em todas as faixas etárias, observa-se que Minas Gerais ainda conta com uma população de 2.632.156 não vacinados com uma dose de tríplice viral (que imuniza contra o sarampo, caxumba e rubéola).
A doença
O Sarampo é uma doença viral, infecciosa aguda, grave, transmissível, altamente contagiosa e comum na infância. Entre os sintomas, estão febre, exantema (manchas avermelhadas que se distribuem de forma homogênea pelo corpo), sintomas respiratórios e oculares.
No quadro clínico clássico as manifestações incluem tosse, coriza, rinorréia (rinite aguda), conjuntivite (olhos avermelhados), fotofobia (aversão a luz) e manchas de koplik (pequenos pontos esbranquiçados presentes na mucosa oral). A evolução da doença pode originar complicações infecciosas como amigdalites (mais comum em adultos), otites (mais comum em crianças), sinusites, encefalites e pneumonia, que podem levar ao óbito. As complicações frequentemente acometem crianças desnutridas e menores de um ano de idade.
A transmissão ocorre de pessoa a pessoa por meio de secreções (ou aerossóis) presentes na fala, tosse, espirros ou até mesmo respiração. Na presença de pessoas não imunizadas ou que nunca apresentaram sarampo, a doença pode manter-se em níveis endêmicos, produzindo epidemias recorrentes.
Por Cinthya Oliveira - hojeemdia

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