
A população de Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, amanheceu nesta segunda-feira (1) com uma opção a menos de atendimento médico. A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Acrízio Menezes, em Justinópolis, distrito daquela cidade da Grande BH, começou a semana sem médicos de cirurgia e ortopedia, serviços de urgência e emergência. Ao menos 20 profissionais foram demitidos de forma surpreendente, por telefone, pela prefeitura, na manhã de hoje.
De acordo com uma médica cirurgiã, que está entre os profissionais demitidos e preferiu não se identificar, todos ficaram sabendo da notícia de última hora. “Nós éramos, todos, Pessoas Jurídicas (PJ), pagavam [a prefeitura de Neves] quando queriam, não tinha uma data certa. Sofremos um calote de três meses sem salário, em 2016. Os profissionais da UPA só foram receber um ano e meio depois e sem correção monetária”, disse a profissional.
Após esse problema citado pela médica, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), acordado entre o município e Ministério Público, tentou mudar a situação. A prefeitura tem a obrigação de manter os contratos até a realização de novo concurso público. “Eles [prefeitura de Neves] não poderiam ter demitido os médicos dessa maneira, ainda mais que não existem outros profissionais para serem convocados por meio de concursos realizados anteriormente”, explicou a médica.
A população não conta, portanto, já a partir desta segunda-feira, com serviços básicos de cirurgia e ortopedia, profissionais responsáveis, por exemplo, por atender pacientes que se envolverem em acidentes automobilísticos. “Já fizemos reuniões, já cobramos respostas, mas até agora nada foi feito. Já estamos em contato com um advogado que nos representará contra a Prefeitura, pois, formalmente, ainda estamos contratados, não assinamos nada e ainda temos que receber o nosso acerto”, completa a médica.
Ao Bhaz, a Prefeitura Municipal de Ribeirão das Neves, através da Secretaria Municipal de Saúde, informou que “está sendo realizado um processo de requalificação nos atendimentos de ortopedia e cirurgia na Unidade de Pronto Atendimento – UPA Acrízio Menezes com o objetivo de promover uma assistência pontual e precisa. A gestão está trabalhando de forma incisiva para que não haja o desabastecimento dos atendimentos”.
O Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG) emitiu uma nota de repúdio. A entidade diz que “repudia tais ações, ilegais e desastrosas já ocorridas em passado recente no mesmo município”. O órgão ainda explica que “É vedado ao médico, assumir emprego, cargo ou função para suceder médico demitido ou afastado em represália à atitude de defesa de movimentos legítimos da categoria”.

Por Vítor Fernandes - Bhaz

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