
Embora seja uma questão importante para conhecimento geral, entender como funciona o mercado financeiro nem sempre é uma tarefa fácil. Quando se trata de uma dependência com a qual o empresário não lida diretamente, fica ainda mais complicado. Porém, é de extrema importância estar ciente da relevância do setor financeiro para o sucesso do negócio.
De acordo com Pedro Salanek, coordenador dos cursos de finanças do ISAE Escola de Negócios, o ideal é conectar ferramentas e processos que podem resolver diversas questões ligadas à problemas e dificuldades profissionais e pessoais. E o primeiro passo para alavancar a empresa no ano de 2019 e entender seu funcionamento financeiro é focar no planejamento dessa gestão. “Existem alguns pontos principais que precisam ser levados a sério para que não haja problemas com o orçamento no futuro”, comenta Salanek.
“São três tópicos primordiais para começar a pensar na gestão: fazer um bom planejamento, transformar o orçamento em fluxo de caixa, obter uma DRE (Demonstração de Resultados do Exercício)”, explica o professor. No planejamento, é importante definir as decisões que serão tomadas futuramente. “O bom planejamento começa com a elaboração de um bom orçamento, que determina tudo o que vai acontecer na gestão da empresa dentro de um determinado momento”.
O orçamento é o valor projetado do gasto que, futuramente, transforma-se em fluxo de caixa, que é o valor efetivo. Essa é segunda ferramenta de extrema importância para o desenvolvimento da empresa, já que demonstra se o número estipulado corresponde ao realizado. Por fim, o DRE é um relatório contábil elaborado em conjunto com o balanço patrimonial. A ferramenta mostra todos os resultados consolidados e calcula a viabilidade da empresa se manter estabilizada ou não. “Por meio dessas ferramentas, é possível analisar indicadores de resultado do negócio. Pode ser usado como projeção, para ver se atingirá o esperado, ou após a consolidação do DRE”, esclarece Salanek. Dentro desse cenário, o empresário consegue saber se a empresa atingiu sua lucratividade (o volume vendido) e sua rentabilidade (retorno do que foi investido).
“Além disso, ter um bom painel de controle com diversos indicadores como a empresa atingir resultados, estar endividada, ter margem adequada ao negócio, com problemas de inadimplência, demora para atender seu estoque. Todos esses aspectos vão poder sinalizar se a empresa está sendo bem conduzida e atingindo os interesses previamente estabelecidos pelo planejamento”, completa o professor.
Por Isabelle Kolb Imprensa – ISAE/FGV – Escola de Negócios




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