
Na correria diária, pequenos problemas começam a aparecer dentro de casa. Um vazamento aqui, uma parede que começa a descascar ou mesmo aquela vontade de mudar e ver o espaço diferente daquele que a visão já está acostumada. É nesse interim que vem à tona a famosa frase conclusiva: “Tenho que reformar a casa!”. A sequência do roteiro vem acompanhada por uma também conhecida indagação: “Por onde começar?” Afinal, são inúmeros os pontos que devem ser levados em conta antes de ter a residência 100% com aquilo que é esperado.
Com mais de 20 anos de experiência em arquitetura e decoração de interiores, a arquiteta Elaine Faustino, com escritório em São Paulo, destaca que parte de seu trabalho é quebrar o estigma que obra é sinônimo de dor de cabeça. Com um roteiro certo em mãos, ela garante que é possível atravessar por esse processo sem os conhecidos momentos de estresse. Acompanhe:
- Hora da observação
Antes de mais nada, a arquitetura sugere praticar uma atenção mais apurada aos detalhes da casa e sobre questões que acontecem ou não no dia a dia. Por isso, Elaine aconselha observar os dias de sol e chuva, quando é possível visualizar as infiltrações nas paredes, teto (forro ou laje) e também no telhado, no caso de residências. Depois de tudo listado, é hora de determinar as prioridades. “Nem sempre o orçamento garante a possibilidade de executar tudo. Dessa forma, indico avaliar o que é prioridade ou anseios de mudanças”, destaca a arquiteta.
- Imóvel próprio ou imóvel alugado?
Essa resposta condiciona parâmetros para a reforma. No caso de um imóvel próprio, o morador pode e deve concentrar-se em uma reforma mais criteriosa, visitando, inclusive as condições de hidráulica e elétrica, bem como avaliar as condições de teto, parede e revestimentos.“Quando essas questões não são vistas, corre-se o risco, por exemplo, de contar com infestação de cupins em itens amadeirados, como estruturas de telhados. Assim, sempre indico uma avaliação minuciosa para a manutenção da edificação”, destaca Elaine.
Quando o imóvel é alugado, a recomendação é sempre registrar tudo antes de assinar o contrato, já que é necessário solicitar ao proprietário que sejam feitas as reformas. “Neste caso, o custo da obra deve correr por conta do proprietário, já que as benfeitorias valorizam o imóvel”, explica.
- Planejamento é o segredo!
Para a obra, planejar é o verbo! “Sempre vale investir em um bom projeto que atenda às necessidades de toda a família. Em seguida, deve-se fazer um planejamento criterioso da obra com tudo organizado em uma planilha de prazos e custos,” indica a profissional.
Caso o cliente tenha a necessidade de “morar” na obra ou mesmo hospedar-se em um hotel, seguir o cronograma é fundamental para que o período não se prolongue além do necessário.
Contratar um profissional para executar o projeto é bastante valioso, haja vista caberá a ele as tarefas de medição, especificação de materiais, orçamentos e o acompanhamento que garantirá uma obra com as etapas seguidas ao pé da letra. “Um cronograma bem-feito minimiza dores de cabeça e exige muita técnica, conhecimento e dedicação do profissional de arquitetura”. Elaine ressalta que o cliente atendido por seu escritório recebe a prestação de conta semanal referente a tudo o que foi feito, inclusive do desembolso financeiro. “Enviamos as fotos e o cliente, se quiser, nem precisa visitar a obra in loco”, conta.
E é de extrema importância se preparar financeiramente. “Trabalhamos em um orçamento que visa garantir o valor a ser investido pelo cliente. No entanto, no caso de imóveis muito antigos, por exemplo, sempre deixamos claro que pode haver custos imprevistos durante o andamento da obra”, finaliza Elaine.
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