

Diz a lenda que, quando Deus reuniu todas as árvores, ele perguntou qual delas estaria disposta a florir no seco inverno do cerrado, em uma época hostil, muito seca pela falta de chuvas e castigada pelos fortes ventos comuns do Mês de Agosto.
Havia nessa união várias espécies de árvores, de variados tamanhos e cores, mas apenas uma deu um passo à frente e se colocou à disposição mostrar suas flores nessa região de época tão difícil para as espécies vegetais.
Assim sendo, Deus, em sua infinita justiça e perfeição, abençoou os ipês, dando-lhes força e vitalidade para florir em meio tão árido sertão.
Assim sendo, os Ipês receberam de Deus as bênçãos e foram feitos de uma certa rusticidade e robustez, que se destaca diante de todas as outras espécies nativas da região, para que com essas características, terem as condições de florescer, anunciando a chegada da primavera.
E ainda mais, como se não bastasse, proporcionou aos Ipês, para que seja a única espécie que possui diferentes cores, como o amarelo (o mais comum), o rosa, o lilás, o roxo e outras mais, que ainda estão por vir.
Nesse sentido possibilitou um verdadeiro espetáculo de cores na vegetação quase sem vida no meio do sertão.

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