
O governo encaminhará ao Congresso, nos próximos dias, o projeto da reforma administrativa, que deve prever o fim da estabilidade para servidores públicos. Em outra proposta, o Executivo vai propor mudanças na regra de ouro, mecanismo que proíbe o governo de fazer dívidas para pagar despesas correntes, como salários, benefícios de aposentadoria, contas de luz e outros custeios da máquina pública.
O acerto foi feito neste domingo (6/10) entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente Jair Bolsonaro, em um encontro fora da agenda no Palácio da Alvorada. Segundo Maia, o novo texto da regra de ouro terá “gatilhos para controlar as despesas obrigatórias do governo”. Ele considera “prioridade” o envio de propostas que possam controlar gastos. “Precisamos, rapidamente, controlar os gastos, porque, senão, tudo que a gente vem fazendo se perde. O Estado nunca será eficiente se as despesas correntes continuarem crescendo em detrimento da capacidade de investimento do estado brasileiro”, disse.
De acordo com o presidente da Câmara, foi acertado ainda um novo texto para tratar da partilha dos recursos do megaleilão do pré-sal, marcado para 6 de novembro, garantindo a participação de 15% dos estados do total arrecadado, e igual fatia para os municípios.
Na semana passada, o governo propôs dividir os R$ 106,5 bilhões que devem ser arrecadados da seguinte forma: depois do pagamento de R$ 33,6 bilhões à Petrobras, estados, municípios e parlamentares ficariam, cada um, com 10%, o que corresponderia a R$ 7,3 bilhões. O Rio teria R$ 2,19 bilhões e a União, a fatia maior de R$ 48,9 bilhões. Maia afirmou a Bolsonaro que a proposta da equipe econômica não tem chance de passar no Congresso.
“O grande problema é que os estados do Sul, do Centro-Oeste e do Sudeste também querem participar dos 15% (que caberiam aos governos regionais). Nós vamos construir um texto em conjunto, que vai ser votado muito rápido e vai garantir, ainda este ano, os 15% do Fundo de Participação para os municípios. E a regra dos estados, que o presidente Davi (Alcolumbre) e os líderes do Senado e da Câmara entenderem relevante dos 15%, vamos respaldar também”, afirmou Maia.
O presidente da Câmara e o do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), articulam uma reunião com todos os governadores para tentar acertar a divisão do dinheiro. O objetivo é pôr fim à disputa deflagrada entre os estados do Norte e do Nordeste, maiores contemplados pela proposta aprovada no Senado, e os das demais regiões, que reclamam de terem sido “excluídos” da negociação.
Maia informou ainda que o governo vai encaminhar ao Legislativo, até o dia 17, o novo texto sobre “a regra de ouro” — mecanismo que proíbe o governo de fazer dívidas para pagar despesas correntes. Maia e Bolsonaro estão convencidos de que os gatos com servidores devem ser diminuídos. Quando a regra de ouro é descumprida, os gestores e o presidente da República podem ser enquadrados em crime de responsabilidade.

BELO HORIZONTE Votação da PEC da Segurança Pública é agendada no Senado
PEDRO LEOPOLDO Fred Piau é eleito presidente da Câmara Municipal de Pedro Leopoldo
Divinópolis Gleidson Azevedo critica boicotes a eleitores de Lula e alerta sobre futuro da direita
SETE LAGOAS Eleição para presidência da Câmara de Sete Lagoas está prevista para quinta-feira (5)
Caetanópolis Caetanópolis institui política municipal de educação integral em tempo integral
CONCEIÇÃO M. DENTRO Prefeito mineiro exonera secretário que defendeu boicote a comerciantes ligados ao PT
TRÊS MARIAS Prefeito afastado de Três Marias enviou e-mail a desembargador para pedir retorno ao cargo: “Causa-me profunda preocupação”
POLÍTICA Gleidson Azevedo defende fim das Câmaras de Vereadores e das emendas parlamentares
BELO HORIZONTE Flávio Bolsonaro se declara presidente eleito em carta e contesta resultado das eleições Mín. 20° Máx. 29°


