
Na próxima segunda (9) ocorrerá uma nova superlua, fenômeno em que o satélite natural, em sua fase cheia, se localiza em um ponto mais próximo da Terra. A expectativa é de que o fenômeno ocorra por duas vezes em 2020, sendo uma em março e outra em abril.
Professor de física a coordenador do núcleo de astrologia da UFMG, Renato Las Casas explica como a superlua ocorre. “A órbita da lua não é uma circunferência perfeita. Portanto, há um ponto em que ela fica muito próxima da terra, o que chamamos de perigeu. Entretanto, nem sempre a lua passa por esse ponto em sua fase cheia, é uma coisa difícil de acontecer. Quando isso acontece, ela fica mais próxima e mais brilhante, é o que chamamos de superlua”, conta.
Desta vez, a lua estará a uma distância aproximada de 357,1 mil quilômetros da terra, podendo aparecer no céu até 14% maior do que estamos acostumados a ver. Já no dia 8 de abril, a distância será ainda menor, com cerca de 356,9 mil quilômetros de distância.
A superlua tem se tornado algo frequente, perdendo a característica de algo tão raro de se ver. O professor explica o motivo dessa sensação. “Existem distâncias da lua para o perigeu quer tornam esse efeito mais raro, é isso que diferencia um acontecimento de outro. Por exemplo, se a lua estiver a 10% de distância do ponto mais próximo da terra em fase cheia, já pode ser considerado uma superlua. Agora, se ela estiver a 1% de distância do perigeu, é algo raríssimo”, diz.

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