
A concentração de pombos em algumas localidades de Sete Lagoas é motivo de incômodo e reclamações de parte da população, e, algumas atitudes como a retirada de ninhos e não os alimentar, podem amenizar a grande reprodução desses animais. Os pássaros são encontrados em grande quantidade em locais, como a praça da feirinha e praça do bairro Nova Cidade. Vizinhos e pessoas que vivem e passam por esses pontos se queixam da sujeira e do risco de doenças que os pombos podem causar.
Eles parecem inofensivos, mas não são! Os pombos são os principais transmissores de uma doença grave: a criptococose. Conhecida como "doença do pombo", ela é provocada por um fungo presente nas fezes dessas aves. Quando a sujeira seca, o fungo se espalha pelo ar e pode ser aspirado pelo homem. A doença pode atacar o sistema respiratório, provocando pneumonia, e também o sistema nervoso central. Quando se instala no cérebro, é chamada neurocriptococose e causa meningite e meningoencefalite, que são inflamações nas membranas cerebrais.
"Essa infecção pode atingir qualquer pessoa, mesmo quem está com a saúde perfeita. Porém, é mais comum em pacientes com outras enfermidades, como Aids, diabetes ou câncer", explica o neurologista Hélio Hiller de Mesquita, que mantém consultório em Araçatuba. "Os primeiros sintomas são febre, mal-estar, falta de apetite e uma dor de cabeça intensa", afirma o especialista. "Geralmente os sintomas se desenvolvem lentamente. Nos casos mais graves pode haver alterações na visão e comprometimento das funções mentais como confusão, delírio e rebaixamento da consciência." Ainda segundo o médico, o diagnóstico é feito por meio do exame de líquor, que é o líquido presente dentro do canal vertebral e que envolve o cérebro.
“Os pombos não devem ser alimentados, pois têm condição de procurar o próprio alimento. Se não encontrar na cidade, os pássaros terão que migrar para outros locais em busca desse alimento”, disse a bióloga Junia Junqueira. Outros cuidados apontados pela bióloga são a retirada de ninhos, colocação de barreiras físicas e a busca por empresas especializadas no controle de pássaros.
A coordenadora de Fauna do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Mariceia Barbosa Silva Pádua, também afirmou que o órgão trabalha mais com a orientação sobre o controle dos pombos. “A questão do alimento que eles acham nas praças e em armazéns ajuda muito na reprodução. Isso deve ser evitado.”
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