
Sete das 14 macrorregiões de saúde de Minas Gerais estão com mais de 90% de leitos de UTI ocupados. Cinco ultrapassam 100%, o que indica o esgotamento da capacidade de atendimento de casos graves de Covid-19.
A situação mais crítica é na região Triângulo do Norte (sub-região do Triângulo Mineiro), em que a taxa de ocupação de leitos de UTI chegou, nesta terça-feira (16), a 143%. A região tem 183 leitos de UTI para uma população de 2.797.399 habitantes.
Em seguida, vem a Região Leste do estado, com 121% de ocupação. São 38 leitos de UTI para 1.676.413 habitantes. Depois, vem a Nordeste, com ocupação de 118%. A região tem 839.344 habitantes e apenas 18 leitos de UTI.
Em quarto lugar, vem o Jequitinhonha, com 110% de ocupação deste tipo de leito. A região tem 407.213 habitantes e 20 leitos de UTI. Por último, está o Vale do Aço, com 109% de ocupação. A região tem 1.280.907 habitantes e 115 leitos de terapia intensiva.
Além destas regiões, a Noroeste está com 91% e a Sudeste com 92% de leitos ocupados. As regiões Sul e Oeste estão com 84% e a Centro-Sul com 88% de leitos de terapia intensiva ocupados. A situação mais tranquila é na Região Central, que tem taxa de ocupação de 38% destas estruturas.
Para reduzir a escassez de leitos de UTI no estado, o governo reativou, de fevereiro até agora, 872 leitos que estavam em desuso. Outros 328 novos leitos de UTI foram habilitados na última quarta-feira (10). No entanto, as regiões contempladas não foram divulgadas.
O G1 perguntou à Secretaria de Estado de Saúde se há filas por UTI nas regiões que ultrapassaram a totalidade de ocupação de leitos. A SES-MG negou que haja espera e disse que o fato de ultrapassar os 100% pode ser por várias razões, entre elas, a falta de notificação, no sistema, da alta de determinado paciente. Ou, ainda, há casos em que o leito acaba de ser desocupado, mas já será preenchido imediatamente.
A pasta informou que “não é possível afirmar que esses locais tenham esgotados seus leitos, pois o número de internações e de altas de pacientes é um dado dinâmico, que inclusive pode variar ao longo do dia, além disso, é possível que haja um atraso entre a liberação de um leito no hospital e o registro da alta no sistema. Portanto, não se pode afirmar que essas macrorregiões tenham esgotados todos os seus leitos hospitalares”.
Ocupação geral no estado

Em Minas Gerais, 73% dos leitos de UTI estão ocupados. São 372 pacientes com sintomas de Covid-19 internados nestas unidades, o que representa 9% do total.
O percentual de ocupação total de leitos de enfermaria é o mesmo: 73%. São 1113 pacientes com sintomas de Covid internados nestes leitos, o que representa 9% do total.
A taxa de ocupação de leitos de terapia intensiva para pacientes com sintomas de Covid-19 em Belo Horizonte caiu um ponto percentual em relação ao domingo (14), mas continua em alerta vermelho. A informação foi divulgada nesta terça-feira (16), mas se refere à véspera.
Como divulgado nesta segunda (15), no domingo, a capital mineira registrou recorde na taxa de ocupação de leitos de UTI para pacientes com sintomas respiratórios: 82%. Desde o início da reabertura do comércio na capital, no dia 25 de maio, este foi o maior índice registrado.
Nesta segunda, a taxa de ocupação estava em 81%. No caso dos leitos clínicos específicos para Covid-19, a taxa de ocupação está em 61%.
No caso da ocupação geral, BH tem 82% dos leitos de UTI ocupados e 71% dos leitos de enfermaria.
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