
Sete Lagoas inicia, a partir do dia 25 de março, a vacinação contra a chikungunya. A cidade foi incluída em um projeto-piloto coordenado pelo Ministério da Saúde, dentro das ações do Governo de Minas Gerais para ampliar o enfrentamento às arboviroses.
A imunização já começou em outras cidades do estado, como Sabará e Congonhas, e também será iniciada na mesma data em Santa Luzia. A escolha dos municípios participantes considerou critérios técnicos, como cenário epidemiológico e capacidade de monitoramento da doença.
Nesta fase inicial, Minas Gerais recebeu 28,8 mil doses da vacina, sendo a maior parte destinada às cidades que iniciaram a aplicação antecipadamente. A expectativa é que os dados obtidos durante o projeto contribuam para a expansão da vacinação em outras regiões.
Como funciona a vacina
O imunizante foi desenvolvido pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Valneva e é aplicado em dose única. A vacina estimula o sistema imunológico a produzir defesa contra o vírus da chikungunya.
Estudos clínicos indicam alta resposta imunológica, com a maioria dos voluntários desenvolvendo anticorpos após a aplicação.
Quem pode se vacinar
Em Sete Lagoas, o público-alvo inclui pessoas entre 18 e 59 anos que residem no município.
A vacinação não é indicada para gestantes, lactantes, pessoas com imunidade comprometida ou em uso de medicamentos imunossupressores, além de indivíduos com doenças crônicas descompensadas ou histórico de reação alérgica a componentes da vacina.
A aplicação também deve ser adiada em casos de febre ou para quem teve chikungunya recentemente. Não é recomendada a administração junto a outras vacinas no mesmo momento.
Investimentos e cenário da doença
O Governo de Minas Gerais tem ampliado os investimentos no combate às arboviroses, com cerca de R$ 210 milhões anuais destinados a ações de prevenção, vigilância e assistência.
Somente em 2025, foram aplicados recursos em medidas emergenciais, repasses a consórcios regionais e ações de reforço na rede de saúde, incluindo uso de tecnologias para monitoramento do mosquito transmissor.
Atualmente, o estado registra pouco mais de mil casos confirmados de chikungunya em 2026, sem mortes. Já em relação à dengue, são mais de 3,6 mil casos confirmados e dois óbitos. A zika segue com baixa incidência.
Com a chegada da vacina a Sete Lagoas, a expectativa é ampliar a proteção da população e fortalecer as estratégias de prevenção no estado.
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