
“Não estamos otimistas, estamos muito pessimistas pelo boom (de casos de coronavírus) que deu no Estado, que sabíamos que ia dar e, na sexta-feira (26), daremos a resposta”, afirma o prefeito Alexandre Kalil (PSD) sobre possibilidade de lockdown em Belo Horizonte. A fala ocorreu em curta entrevista à reportagem na noite desta terça-feira (23).
Pela manhã, o chefe do Executivo afirmou, em conversa com o apresentador Datena, da Rádio BandNews, que a prefeitura não cogita reabertura nesta semana. “É do que nós temos para baixo. Não há hipótese (de ocorrer), pela reunião que tive ontem pela noite e hoje de manhã, não temos a menor condição, pelo o que está acontecendo no Estado, de nenhuma abertura”, afirmou Kalil ao programa.
Questionado pela reportagem sobre a declaração, o prefeito não confirmou, nem negou que o processo de reabertura será paralisado na capital. “Ainda não sabemos e estamos estudando. Precisamos de números concretos nesta semana. Sexta-feira todos saberão”, ressaltou. Há reuniões marcadas com os especialistas que comandam o comitê de combate ao coronavírus na capital nesta quarta-feira (24) e quinta-feira (25).
Belo Horizonte registrou dois recordes seguidos nesta semana no percentual de ocupação de UTIs - a taxa chegou a 85% nessa segunda e, nesta terça, subiu para 86%, segundo boletim epidemiológico divulgado pela prefeitura. A capital soma 4.667 casos confirmados da Covid-19 e 96 mortes.
Zema "Não quis liderar por questão política", segundo Kalil
Na conversa que teve com o apresentador Datena na manhã desta terça, Alexandre Kalil falou abertamente sobre as discordâncias que teve com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), em relação às medidas de combate ao coronavírus.
Antes, o chefe do Executivo estadual tendia a minimizar os impactos da doença no Estado, mas nas últimas semanas a gestão do Novo mudou o tom. "Hoje, a única palavra que ouço o nosso governador falar, que respeito, por questão de hierarquia, é lockdown", disse Kalil ao entrevistador.
O prefeito de Belo Horizonte afirmou, também, que em 18 de março, quando começou oficialmente a quarentena na capital por meio de decreto, "printou" o texto e o ofereceu a Zema, como medida para ser aplicada em todo o Estado. "Ele não quis liderar (o combate ao coronavírus) por uma questão política, de amizade pessoal com o presidente da República (Jair Bolsonaro). Mas não era hora disso, era hora de preservar vidas", criticou Kalil.

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