
No dia 27 de setembro é comemorado do Dia Nacional do Doador de Órgãos. Para comemorar a data, o Ministério da Saúde divulgou dados que mostram que o Brasil está à frente de todos os outros países da América Latina no índice de aceitação familiar, com 58% contra 52% da Argentina, 52,6% do Uruguai e 51,1% do Chile.
Somente no primeiro semestre de 2015, de acordo com dados oficiais do ministério da Saúde, foram notificados no país 4.672 doadores potenciais. Dessas notificações, 1.338 foram efetivadas, o que culminou na realização, neste período, de 12.200 transplantes. Com isso, foi registrado um aumento significativo no número de procedimentos incluindo órgãos mais complexos como pulmão, coração e medula óssea.
A legislação brasileira não exige que uma pessoa, para ser doadora, deixe qualquer documento por escrito declarando essa condição. Nem mesmo o registro da opção em documentos como RG e CNH é necessário. Para declarar o desejo de se tornar doador, basta que o cidadão informe sua família, que será consultada e a quem cabe autorizar a doação.
Tipos de doador
É possível realizar um transplante utilizando-se de órgãos e tecidos de doadores vivos ou falecidos. De acordo com a lei brasileira, parentes de até quarto grau e cônjuges podem doar um dos rins, parte do fígado, pulmão ou medula óssea para familiares que necessitem de transplantes. A doação pode pessoas que não pertencem a esses grupos familiares não é impossível, mas depende de autorização judicial.
No caso de doadores falecidos, que são aqueles pacientes que sofreram morte encefálica causada por dano cerebral irreversível, a retirada dos órgãos é feita depois que os familiares autorizam a doação. Um único doador pode beneficiar mais de dez pessoas que aguardam por transplantes, já que é possível transplantar coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino, rins, córneas, vasos, pele, ossos e tendões.
A retirada de órgãos e tecidos é feita em um centro cirúrgico, como qualquer outra cirurgia de grande porte, e ao contrário do que muitos podem temer, a aparência do doador não muda, podendo ele ser velado normalmente pela família.
O Brasil possui o maior sistema de transplante de órgãos gratuito do mundo, já que os procedimentos são realizados pelo Sistema Único de Saúde. Assim, nem a família do receptor, nem a do doador, têm qualquer custo com o procedimento.
Rede social ajuda a confirmar desejo do doador
O Facebook lançou uma ferramenta que permite que todo usuário da rede social se declare doador de órgãos. Como no Brasil, ao contrário de outros países, não existe a obrigatoriedade de registro de candidatos a doação, a funcionalidade pode ajudar familiares na tomada de decisões. Veja como proceder:
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