
A sessão desta terça-feira (7) na Câmara Municipal de Belo Horizonte foi a terceira em que a impugnação a uma moção de aplauso ao presidente Jair Bolsonaro vai estar em pauta. A homenagem, pela “atuação exemplar e valorosa na prestação de socorro e auxílio às vítimas da pandemia do coronavírus”, repercutiu negativamente nos últimos dias e fez com que três dos seis vereadores que assinaram inicialmente retirassem o apoio à proposta.
Catatau do Povo (PSD), Orlei (PSD) e Pedrão do Depósito (Cidadania) retiraram a assinatura após serem cobrados por internautas. O texto agora conta com o apoio de Fernando Luiz (PSD) e Wesley AutoEscola (PROS), além de Jair Di Gregório (PSD), autor da proposta.
Em nota de esclarescimento, Catatau do Povo disse que foi surpreendido pela repercussão e que, durante uma reunião plenária, recebeu uma série de documentos a serem assinados e que entre eles estava a homenagem ao presidente. “No momento, essa moção passou desapercebida por mim. Errar é humano e, por uma falha que cometi, acabei assinando e aderindo a essa moção, fato que repecurtiu ao longo do final de semana. Diante dos esclarecimentos, venho reafirmar o que já fiz ao longo dos últimos dias: lamento profundamente o ocorrido, peço desculpas a todos por essa falha e conto, acima de tudo, com o espírito de humanidade e compreensão diante dessa falha”, publicou o parlamentar.
Já o vereador Orlei, também pelas redes sociais, disse inicialmente que “não era verdadeira” a notícia de que os vereadores da capital fariam uma homenagem ao presidente. Na mesma postagem, entretanto, o parlamentar confirmou ter assinado o texto. “Não apoio a postura do presidente, o qual desdenha as medidas de segurança em relação ao combate à Covid-19. Sou a favor de o presidente Jair Bolsonaro governar o país, onde há uma miscigenação de pessoas, cada qual com sua etnia, cor, religião, orientação sexual. Isso, sim, sou a favor e, para essa finalidade, assinei meu apoio. Esclareça-se que já havia pedido a retirada de meu nome dessa suposta homenagem”, afirmou.
Pedrão do Depósito, também pelas redes sociais, disse que assinou a moção de aplauso por acreditar no auxílio emergencial e por ser vice-presidente da Frente Cristã na Casa. “Porém, com medidas e posturas desfavoráveis do presidente, por exemplo, quando veta alguns artigos da lei do uso obrigatório de máscaras; quando vincula sua imagem desprezando medidas de segurança no combate à Covid-19 orientadas pela OMS; pelo aumento no número de mortes em decorrência da doença e pelas reiteradas trocas no Ministério da Saúde, é que me fez mudar de opinião. Hoje não apoio a postura do presidente. Sei da insatisfação de muitos por essa moção, contudo peço à população que compreenda as circunstâncias da sua assinatura. Pude refletir sobre meu posicionamento e voltar atrás com dignidade”, justificou.

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