
Depois de atingir índice de 92% no fim de junho, a taxa de ocupação dos leitos de UTI exclusivos para pacientes com o coronavírus chegou a 66,6% em Minas Gerais nesta quinta-feira (6). De acordo com o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, para os leitos de enfermaria, os números são ainda melhores: ocupação de 58,5%, com 8.643 vagas livres.
“Já identificamos uma tendência real de estabilização da ocupação dos leitos, e há 15 dias que só problemas pequenos acontecem. E, do ponto de vista da pandemia, também temos uma estabilidade. As condutas, a participação da sociedade e o isolamento têm sido importantes e trazido resultados”, ressalta.
Sobre a taxa de novas mortes se manter acima de cem nos últimos três dias, o secretário lembra que o panorama é consequência da atualização do sistema da pasta em relação aos dados do Ministério da Saúde e dos municípios. “Não significa necessariamente que os óbitos aconteceram no dia anterior. Das 109 mortes notificadas hoje (quinta-feira), 70 são mais recentes, e 39 vieram da atualização”, acrescenta.
Segundo Amaral, a expectativa é que, nos próximos dias, as diferenças sejam resolvidas: “Teremos um resíduo cada vez menor de informações antigas”. Além disso, o secretário lembra que Minas tem a menor taxa de mortalidade da doença por 100 mil habitantes em todo o país, e há uma tendência de começar a redução da confirmação diária de casos e óbitos.
Taxa de transmissão
Outro indicador favorável apresentado pelo dirigente estadual é em relação à taxa de transmissão da Covid-19, que apresentou um dos menores índices desde o início da pandemia. Há três dias, o índice se mantém abaixo de 1, o que significa que cada pessoa infectada transmite a Covid-19 para menos de uma pessoa.
“Naturalmente, tudo é muito dinâmico e amanhã pode ter pequenas variações. Porém, esse número começa a sinalizar a estabilização, que, além de ser uma tendência, pode levar à queda da transmissão e a um menor número de casos”, explica. O secretário também comentou sobre o isolamento social no Estado, que apresenta média de 34,5%.
“Em agosto é diferente do que era em março. Naquele período, era importante que todos ficassem em casa, ainda não havia uma educação global e o conhecimento dos cuidados para evitar a transmissão, como o uso de máscara e a higiene habitual. Houve um aumento da consciência da população sobre como se proteger”, finaliza.

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