
Estima-se que cerca de 160 dias bastaram para que Minas Gerais atingisse a trágica marca de 6.000 mortes provocadas por complicações decorrentes da infecção pelo novo coronavírus. Balanço publicado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) na manhã desta quinta-feira (10) indica que 6.009 mineiros e moradores da região vieram a óbitos após serem contaminados – este número acumulado começou a ser contado em 30 de março quando a primeira morte aconteceu.
Relatório detalha que 74 mortes entraram para a lista após receberem confirmação do Estado apenas entre quarta-feira (9) e esta manhã, sendo que a maior parte destes óbitos ocorreu entre domingo (6) e terça-feira (8). O documento aponta ainda que no mesmo período foram constatados 4.018 novos diagnósticos da doença em Minas Gerais e, em função disso, subiu para 242.533 o número de pessoas infectadas no estado.
A doença ataca de forma fatal principalmente aqueles mineiros com idades superiores a 60 anos, e a média de idade entre os óbitos confirmados é 71 anos. Segundo estatística da SES-MG, a situação é mais preocupante entre os infectados que apresentam comorbidades anteriores à Covid-19, sendo as combinações entre o coronavírus e doenças do coração ou diabetes as mais fatais. Entre as 6.009 mortes constatadas até esta quinta-feira, 1.546 referem-se a casos de pacientes que não tinham comorbidades. As mortes aconteceram em 540 municípios mineiros, cerca de 63% dos aqui existentes, e a taxa de letalidade está em 2,5%.
Outro dado que indica um panorama da pandemia em Minas Gerais é a quantidade de infectados que necessitaram de internação hospitalar para tratamento de sintomas provocados pela enfermidade. A SES calcula que em 24.624 dos casos houve necessidade de hospitalização nas redes pública ou privada do Estado. O índice também é elevado se observado o gráfico de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), doença que provoca quadro sintomático bastante semelhante ao da Covid-19. Houve um aumento estimado de 1.679% na quantidade de pedidos de hospitalização do SRAG neste ano se comparado com o mesmo período de 2019.

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