Além da ameaça à saúde física, a pandemia provocada pelo novo coronavírus trouxe riscos para a saúde mental e emocional das pessoas. Segundo o Instituto Ipsos, quatro de cada 10 brasileiros têm sofrido com ansiedade. Entre as mulheres, 49% se declararam ansiosas. Na busca por ajuda, uma das opções é a hipnoterapia.
“A nova realidade exige outras formas de se lidar, muitas vezes consigo mesmo. A questão é que, no dia a dia, continuamos utilizando padrões estabelecidos há muito tempo, muitas vezes na primeira infância, quando o cenário da sociedade era outro”, explica a hipnoterapeuta Carol Ludwig.
A hipnoterapia é uma técnica terapêutica que ajuda as pessoas a reaprenderem a lidar com situações que lhes causam sofrimento. A prática é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina pelo menos desde 1999. Antes disso, já havia sido certificada pela Associação Médica Britânica (1955), pela Associação Psiquiátrica Americana (1961) e pela Organização Mundial da Saúde (1974). Em 2018, o Ministério da Saúde incluiu a hipnoterapia na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC).
As sessões de hipnoterapia duram cerca de uma hora e meia, tempo no qual, por comandos de voz, o paciente é estimulado a fazer reprogramações mentais, buscando dar novo significado para aquilo que o incomoda. “O tratamento com hipnose não prescinde do acompanhamento médico, muito pelo contrário”, aponta Carol Ludwig. A hipnoterapeuta relata que, muitas vezes, os clientes chegam ao consultório depois já terem tentado outras formas de tratamento para questões emocionais ou até sintomas físicos.
“Com a hipnoterapia, conseguimos acessar pensamentos e padrões cristalizados no subconsciente. Assim, a pessoa consegue entender que situações a fizeram absorver determinada emoção e mudar a forma de lidar com ela.”
Manifestações de ansiedade, por exemplo, podem ter origem em eventos passados que tenham marcado a memória do paciente. “O terapeuta ajuda a pessoa a fazer novas conexões neurais. Não basta apenas a entrar em hipnose e o profissional dizer que as coisas passarão a acontecer de outra maneira. O subconsciente não entende palavras, mas funciona por meio de emoções. É preciso que a pessoa de novo significado a determinadas situações”, explica.
Superação de medos
Ao contrário do que demonstrações feitas na TV sugerem, durante a hipnose o paciente não perde a consciência nem fica a mercê de outra pessoa. “No consultório, o cliente entra em um estado de concentração profundo e tem consciência total do que está acontecendo”, assegura. “É preciso ficar bem claro, ele quer estar ali, sabe qual resultado quer alcançar e é o protagonista do tratamento. Tem inclusive condições de reagir a qualquer situação que não considere adequada.”
O número de sessões necessárias para resolver um problema é variável, mas, em geral, recomenda-se pelo menos doze.

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