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Tristeza, preocupação e mais tecnologia: estudo aponta efeitos da pandemia nas crianças

Foram entrevistadas crianças entre 6 e 11 anos e pais com filhos nessa faixa etária

17/11/2020 14h54
Por: Redação Fonte: Itatiaia
Foto: Pixabay
Foto: Pixabay

Seja em menor ou maior proporção, o coronavírus afetou todos, desde os adultos até as crianças. Todos tiveram a vida mudada pelo vírus, que parou o mundo. Estudo feito pela Gloob em parceria com o coletivo Trsuru e Quantas intitulado “Entretempos, relatos e apredizados sobre as crianças nessa pandemia” mostra o efeito da pandemia na vida dos pequenos. 

O primeiro ponto a se observar é que aumentou o tempo que as crianças fazem uso de tecnologia. Segundo o levantamento, 78% das crianças afirmam que jogam games todos os dias, enquanto 76% dos pais perceberam que os filhos passaram a ver mais televisão, 74% assistem mais a vídeos na internet e 73% acompanham por mais tempo os youtubers. 

Entre as redes sociais mais usadas, o Tiktok, famoso aplicativo de músicas e desafios, ganhou o primeiro lugar, com 48% das crianças utilizando. O Facebook e o Intagram disputam o segundo lugar, com 40%.

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Um ponto para se preocupar é a diminuição da prática esportiva nesse período. Conforme o estudo, 46% reduziram a prática de esportes.

Outro ponto importante a se analisar é o sentimento das crianças. Todas que participaram do estudo mostraram que tinham total conhecimento da covid-19. 57% delas tiveram tristeza e preocupação, principalmente com a família, amigos e professores. 

Apesar das pioras, um dos fatores que melhorou foi a relação entre pais e filhos, devido ao tempo em que ficaram juntos em casa. 80% dos pais sentem que estão mais conectados com os filhos, 81% estão felizes com mais tempo em família e 73%  pretendem alterar a rotina para manter o que foi adquirido nesse contexto. 

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Sobre a pesquisa

A pesquisa foi realizada de forma online e contou com uma fase qualitativa em julho e outra quantitativa, desenvolvida ao longo de setembro. Foram entrevistadas crianças entre 6 e 11 anos e pais com filhos nessa faixa etária nas cinco regiões do país.

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