O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sancionou nesta quarta-feira (10/3) duas propostas que ampliam a capacidade de aquisição de vacinas contra a Covid-19 pelo governo federal e pelo setor privado.
A cerimônia de sanção ocorreu durante cerimônia no Palácio do Planalto. Os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG) estiveram presentes (leia sobre a participação do Legislativo na pandemia mais abaixo). Todos, inclusive Bolsonaro, estavam de máscara, uma novidade nos eventos palacianos.
Bolsonaro aproveitou a cerimônia para falar das ações do seu governo no combate à Covid-19. De acordo com ele, o Brasil “é exemplo no mundo” no que diz respeito à vacinação e às medidas econômicas adotadas para atender a população, como o auxílio emergencial.
“Somos e fomos incansáveis desde o primeiro momento na luta contra a pandemia. Desde o início de resgate de brasileiros em Wuhan, na China”, reforçou.
Até a última atualização deste texto, as sanções não haviam sido publicadas no Diário Oficial da União (DOU) e o Palácio do Planalto também não havia informado se houve vetos às propostas.
Um dos textos sancionados, o projeto de lei 534 de 2021, permite a compra de vacinas pela iniciativa privada, desde que as doses sejam integralmente doadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) durante a fase de imunização dos grupos prioritários. Após essa etapa, as empresas poderão administrar o imunizante gratuitamente.
A proposta de autoria de Pacheco também autoriza que União, estados e municípios assumam os riscos de serem responsabilizados por eventuais efeitos negativos provocados por vacinas contra a Covid-19 aplicadas na população brasileira.
A outra proposta, a medida provisória 1.026 de 2021, facilita a compra e o registro de vacinas contra a Covid-19 junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A tramitação da MP no Congresso Nacional foi concluída na semana passada, quando os senadores aprovaram a proposta. O texto permite a dispensa de licitação e traz regras flexíveis para a compra de insumos para imunização.
Além disso, a medida também estabelece um prazo de sete dias úteis para que a Anvisa decida se aprova ou não vacinas para uso emergencial no Brasil que tenham sido aprovadas em outros países.
O dispositivo foi desenhado para facilitar a aprovação da Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, na Rússia, e da Covaxin, do laboratório Bharat Biotech, na Índia. A MP dispensa a necessidade da conclusão da fase 3, mas exige relatório técnico das autoridades internacionais que comprove os padrões de qualidade do produto.
Na manhã desta quarta, o diretor-presidente da agência sanitária, Antonio Barra Torres, se reuniu com Bolsonaro. Na ocasião, Barra Torres pediu a sanção da medida, sem o indicativo de vetos à proposta.
A gestão do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia vem sendo questionada por várias frentes, entre elas a dos governadores. Por isso, Pacheco e Lira vem buscando preencher as lacunas deixadas pelo Executivo e têm conversado com os chefes dos estados e articulado com outros agentes a ampliação da vacinação.
Na terça (9/3), os dois parlamentares cobraram do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, detalhes sobre a vacinação e a aquisição de insumos para vacina. A cobrança ocorre ao mesmo tempo em que Pacheco segura a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis omissões do governo na gestão da crise sanitária.
Lira, por sua vez, conversou com o embaixador chinês no Brasil, Yang Wanming, e fez um apelo por mais imunizantes. Na ocasião, o deputado destacou que o governo brasileiro não é só o Executivo, mas também o Legislativo e o Judiciário.
Durante a cerimônia desta quarta, todos os convidados fizeram o uso da máscara, inclusive o presidente Bolsonaro, que costuma criticar o item de proteção.
Essa é a primeira vez que o chefe do Executivo usa o equipamento em meses. Na semana passada.

IMUNIZAÇÃO Vacinação contra chikungunya é adiada e deve começar só em junho em Sete Lagoas
SETE LAGOAS Saúde abre processo seletivo para médicos especialistas em Sete Lagoas
IMUNIZAÇÃO Sete Lagoas aguarda vacinas para iniciar campanha contra chikungunya Mín. 18° Máx. 25°


