A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, doença popularmente conhecida como gripe, começará no dia 12 de abril em todo o país e, conforme o Ministério da Saúde, deverá ser feita com um intervalo mínimo de 14 dias após a aplicação da segunda dose da vacina contra a Covid-19. O motivo é precaução, já que o imunizante contra o coronavírus é recente. Além disso, a pasta recomenda que os públicos prioritários da gripe sejam vacinados primeiramente contra a Covid para depois receber a vacina contra a Influenza.
"As vacinas são todas testadas, são muito seguras e, por isso, estão licenciadas à população. A gente não tem nenhum estudo que fale que exista uma reação [na aplicação conjunta das vacinas contra a gripe e contra a Covid]. No entanto, há esse cuidado de esperar 14 dias entre uma vacina e outra para evitar interferências", explicou Paulo Roberto Lopes Correa, diretor de Promoção à Saúde e Vigilância Epidemiológica da Prefeitura de Belo Horizonte.
Na capital, a Secretaria Municipal de Saúde informou que aguarda o envio de mais informações para iniciar a divulgação da campanha, que está nacionalmente programada para ir até 9 de julho (saiba mais abaixo). "Estamos esperando as orientações do ministério, para ver qual é o total de vacinas para Minas e aí planejar essa vacinação, qual vai ser o público prioritário, se vai ser idoso ou criança", afirmou Paulo Roberto.
Locais de vacinação
Uma das preocupações é a definição dos locais de vacinação. Ainda não se sabe se os postos utilizados para a imunização contra a Covid-19 serão também usados para a aplicação das vacinas da gripe. Conforme Paulo Roberto, a estratégia será montada de forma a evitar que tumultos e aglomerações nesses locais.
Conforme o Ministério da Saúde, o Brasil receberá um total de 80 milhões de doses da vacina influenza trivalente, produzida pelo Instituto Butantan (SP), para imunização do público-alvo, que é estimado em 79,7 milhões de brasileiros. A meta, segundo a pasta, é vacinar, pelo menos, 90% dos grupos prioritários. A quantidade de doses destinadas a Minas Gerais não foi informada.
"A imunização vai prevenir o surgimento de complicações decorrentes da doença, óbitos, internações e a sobrecarga nos serviços de saúde, além de reduzir os sintomas que podem ser confundidos com os da Covid-19", informou a pasta, em nota. Segundo o ministério, a vacinação deverá ocorrer em mais de 50 mil postos de vacinação espalhados pelo Brasil, com respeito às medidas de prevenção à transmissão da Covid-19.
Prioridade é Covid
De acordo com o informe técnico enviado pelo Ministério da Saúde aos estados, a preferência na vacinação deve ser imunizar primeiro contra a Covid-19 e, somente após isso, contra a gripe. A pasta relembrou que as duas campanhas de vacinação ocorrerão concomitantemente, mas as doses não devem ser aplicadas juntas.
"A orientação, neste momento, é priorizar a imunização contra o Covid-19. As pessoas que fazem parte do grupo prioritário para a vacinação contra Influenza e que ainda não foram vacinadas contra a Covid-19, deve ser priorizada a dose contra a Covid-19 e agendada a vacina contra a Influenza, respeitando um intervalo mínimo de 14 dias entre elas", informou a pasta, em nota.
Uma questão importante é: se a pessoa pertencente ao grupo prioritário da vacinação contra a gripe ainda não estiver no grupo prioritário da vacinação contra a Covid, ela deverá vacinar-se contra a Influenza para aguardar a chegada do momento da imunização contra a doença causada pelo coronavírus.
"A orientação do PNI é aguardar entre uma vacina e outra, respeitando um intervalo mínimo de 14 dias entre elas. Então faz a vacina da gripe e aguarda os 14 dias pra vacinar do Covid, caso já esteja na sua fase prioritária de vacinação", informou o Ministério.
Grupos prioritários
Segundo o Ministério da Saúde, a 23ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza ocorrerá de forma escalonada, ou seja, os grupos prioritários serão distribuídos em três etapas e os municípios terão autonomia para definir as datas de mobilização (Dia D), conforme a realidade de cada região.
Nesta campanha, serão imunizadas crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas, povos indígenas, trabalhadores da saúde, idosos com 60 anos ou mais, professores das escolas públicas e privadas, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais.
Além disso, também fazem parte dos grupos prioritários as pessoas com deficiência permanente, forças de segurança e salvamento, forças armadas, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas e população privada de liberdade.

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