Minas Gerais registra nesta sexta-feira (2) o sétimo recorde seguido na média móvel de mortes confirmadas por Covid-19, com 332 óbitos registrados por dia ao longo da última semana.
O aumento no indicador é de expressivos 88% na comparação com duas semanas atrás, ou seja, quase o dobro ? o ritmo era de 177 óbitos diários. A média atual representa um acumulado de 2.327 mortes confirmadas apenas na última semana, a mais fatal desde o início da pandemia.
A elevação da curva é observada em 12 das 14 macrorregiões de saúde do Estado. Na Central, onde está localizada a capital Belo Horizonte, por exemplo, a explosão foi de 151%, tendo passado de 42 para 105 vítimas diárias da Covid-19.
As exceções são as macrorregiões Sudeste (Juiz de Fora) e Triângulo Norte (Uberlândia) ? esta, a primeira a ter sido submetida às regras mais rígidas de mobilidade impostas pela Onda Roxa do programa Minas Consciente. Em ambas as localidades, as curvas encontram-se em um nível estável, mas ainda no patamar mais alto da pandemia.
Estabilidade na confirmação de casos
A boa notícia é que a média de novos casos caiu pelo terceiro dia seguido após ter atingido um recorde na última terça-feira (30). Na comparação com duas semanas atrás, o aumento é de 14%, indicando uma tendência de estabilidade, apesar do patamar ainda bastante alto.
O monitoramento mostra que o ritmo de expansão da doença em Minas Gerais neste momento é de 9.371 novos pacientes diários. Isso representa um total de 65.597 pessoas diagnosticadas nos últimos sete dias.
Duas macrorregiões apresentam tendência de queda na confirmação de novos casos (Oeste e Triângulo Norte) e outras quatro, de estabilidade na curva (Leste Sul, Noroeste, Norte e Triângulo Sul), enquanto as demais seguem com o ritmo acelerado de novas infecções (Centro, Centro Sul, Jequitinhonha, Leste, Nordeste, Sudeste, Sul e Vale do Aço).
Isolamento social é insuficiente
A redução da mortalidade é o último degrau esperado após a adesão das medidas de controle, como explicou o secretário adjunto de Saúde, André Luiz Moreira dos Anjos: “A diminuição de casos positivos permite queda na incidência e, consequentemente, na ocupação na rede hospitalar e, por fim, nos óbitos. É o que se espera da Onda Roxa”.
Ao anunciar a entrada de todo o Estado na fase mais dura do programa, no dia 15 de março, o secretário de Saúde, Fábio Baccheretti, já havia antecipado que a previsão era de novos recordes durante as semanas seguintes, reflexo do aumento anterior na incidência e nas internações.
Desde a adoção da Onda Roxa em todas as regiões, porém, o índice de isolamento social em Minas subiu apenas de 33% para 46%, taxa inferior à média nacional e bem menor do que a necessária para conter o avanço do vírus (60% a 70%).

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